Às vezes seu bebê dorme três horas seguidas, às vezes só vinte minutos — e chega uma hora em que você se pergunta se isso tudo está mesmo certo. Não existe um plano de sono que sirva para toda criança. Mas existem bons valores de referência: para cada idade, do nascimento ao segundo aniversário, com tabela de janelas de vigília, exemplos de rotina e um passo a passo para encontrar o ritmo de sono do seu bebê. Quando não vale a pena esperar está no quadro “Fique atenta”.
Os valores de referência, em resumo:
Sono total: 14–18 h no começo, 12–16 h dos 4 aos 9 meses, 11–14 h de 1 a 2 anos
Sono noturno: 8–11 h no começo, com pausas, 11–12 h a partir de cerca de 9 meses
Sonecas: 3–5 nos primeiros meses, 2 dos 9 aos 12 meses, a partir de cerca de 18 meses 1
Janela de sono: 35–75 min após o nascimento, 2–3 h aos 6 meses, 5–6 h aos 2 anos
Horário de dormir: no começo é flexível; a partir de cerca de 4 meses, muitas vezes entre 18h e 19h30; a partir de 1 ano, entre 18h e 20h
Prematuros: conte pela idade corrigida até cerca de 2 anos
Resumo rápido
- Sono no começo
- 14–18 h
- Sono de 1 a 2 anos
- 11–14 h
- Acordado ao nascer
- 35–75 min
- Cochilos
- 3–5, depois 1
O que é janela de sono?
Janela de vigília — também chamada de tempo acordado — é o período entre acordar e voltar a dormir, incluindo mamada e troca de fralda. Ela termina quando seu bebê adormece de novo. A cada minuto acordado, a pressão de sono aumenta. Em um recém-nascido, ela muitas vezes já fica alta depois de 35 a 75 minutos, e ele precisa dormir outra vez. Com a idade, essas janelas ficam mais longas.
Sendo bem sincera: janelas de vigília são valores práticos do dia a dia, não uma diretriz médica. Por isso, os intervalos são de propósito bem amplos, e os números de meses específicos nas tabelas abaixo foram calculados de forma uniforme entre os valores de referência das faixas etárias vizinhas. Os demais números se baseiam em recomendações da OMS, de autoridades de saúde, de sociedades de pediatria e da Academia Americana de Pediatria (AAP), além de estudos sobre sono (situação em setembro de 2026). Todos os números são faixas para orientação, não regras.
Duas ajudas de leitura: “sono noturno” significa tudo o que seu bebê dorme entre a noite e a manhã, somado — com mamadas e períodos acordado no meio, não de uma vez só. E, como sono total, diurno e noturno vêm de medições diferentes, seus valores máximos não acontecem todos ao mesmo tempo.
É assim que o ritmo de sono vai surgindo
Da 4ª à 6ª semana, o sono vai ficando aos poucos mais regular.
Por volta de 8 semanas, dia e noite começam a se diferenciar melhor.
Com 9 a 12 semanas, seu bebê começa a produzir o hormônio do sono, a melatonina, no ritmo do dia, e o período mais longo de sono aumenta.
Entre 3 e 6 meses, o ritmo se consolida, e a noite vira o principal bloco de sono.
A partir de cerca de 8 meses, em muitos bebês os cochilos passam a acontecer de forma mais previsível em horários parecidos.
Ou seja: a noite costuma ficar previsível primeiro, enquanto os cochilos diurnos só se organizam meses depois. Se, com 10 ou 12 semanas, seu bebê ainda troca dia por noite, ele está bem no meio desse desenvolvimento — não está “atrasado”. Você pode ajudar com gentileza: de dia, luz e barulhos normais da rotina, inclusive na soneca; à noite, luz baixa, poucas palavras e troca de fralda tranquila.
Por isso, nos primeiros meses, um plano rígido pelo relógio costuma trazer mais estresse do que calma. Um exemplo: aos quatro meses, o primeiro cochilo às 9h30 funciona bem se seu bebê acordou às 8h. Mas, se naquele dia ele já estava acordado às 6h, 9h30 será tarde demais. As janelas de vigília acompanham a manhã; o relógio, não.
Tabela de janela de sono
Janela de sono, sonecas e sono noturno do nascimento aos 5 meses:
Nascimento: 35–75 min acordado, 3–5 sonecas, noite 8–11 h
1 mês (pouco mais de 4 semanas): 50–85 min acordado, 3–5 sonecas, noite 9–11 h 30 min
2 meses (quase 9 semanas): 60–95 min acordado, 3–5 sonecas, noite 9–11 h 30 min
3 meses (13 semanas): 70–125 min acordado, 3–4 sonecas, noite 10–11 h 30 min
4 meses (pouco mais de 17 semanas): 85–150 min acordado, 3–4 sonecas, noite 10–11 h 30 min
5 meses (quase 22 semanas): 105–165 min acordado, 3–4 sonecas, noite 10–11 h 30 min
Dos 6 aos 11 meses:
6 meses: 2–3 h acordado, 2–3 sonecas, noite 10 h 30 min–11 h 30 min
7 meses: 2 h 10 min–3 h 10 min acordado, 2–3 sonecas, noite 10 h 30 min–11 h 30 min
8 meses: 2 h 20 min–3 h 20 min acordado, 2–3 sonecas, noite 10 h 30 min–11 h 30 min
9 meses: 2 h 30 min–3 h 30 min acordado, 2 sonecas, noite 11–12 h
10 meses: 2 h 40 min–3 h 40 min acordado, 2 sonecas, noite 11–12 h
11 meses: 2 h 50 min–3 h 50 min acordado, 2 sonecas, noite 11–12 h
Sono ou fome?
As faixas são a referência, mas quem mostra como preencher isso é o seu bebê — observe os sinais dele. O sono costuma aparecer assim:
Ele desvia o olhar ou fica olhando parado, com o olhar vazio e vidrado.
Ele boceja; bebês maiores esfregam os olhos.
Os movimentos ficam mais lentos e descoordenados, e o interesse pela brincadeira diminui.
Ele choraminga e procura seu colo. Alguns franzem a testa, arregalam os olhos e fecham os punhinhos, como se quisessem se manter acordados.
No começo, a fome pode parecer muito parecida:
Ele procura com a boca aberta e vira a cabeça para o lado.
Faz barulhinhos com a boca, lambe os lábios ou chupa a mão e os dedos.
Fica inquieto e faz sons baixos, como se estivesse resmungando.
Chorar é um sinal tardio: um bebê chorando costuma mamar pior e tem mais dificuldade para se acalmar.
Por isso, nas primeiras semanas vale a regra: na dúvida, ofereça primeiro o peito ou a mamadeira. Alimentar em livre demanda sempre vem antes da janela de vigília.
Sono de 0 a 8 semanas
Nas primeiras semanas, o recém-nascido dorme bastante, mas em períodos curtos distribuídos ao longo de todo o dia e da noite. Entre esses períodos, ele quer mamar ou tomar mamadeira, inclusive à noite: recém-nascidos amamentados costumam mamar de 8 a 12 vezes em 24 horas, muitas vezes em sequência no fim do dia. Esse agrupamento de mamadas é normal e não é sinal de pouco leite. No começo, o seu bebê fica acordado só por pouco tempo — mamar, trocar a fralda e um pouco de colo já preenchem rápido essa janela, sem precisar de mais estímulos.
Até recuperar o peso de nascimento, o que geralmente acontece em 10 a 14 dias, ele não deve ficar mais de cerca de quatro horas sem mamar. A conta vai do início de uma mamada ao início da próxima. Essas quatro horas são um limite máximo para uma única pausa mais longa, não um intervalo fixo de alimentação. Se seu bebê dormir mais do que isso, acorde-o com cuidado:
Espere um sono leve: os olhos se mexem sob as pálpebras, ele dá pequenos sobressaltos ou faz movimentos de sucção.
Traga-o de volta ao dia com suavidade: deixe a luz um pouco mais clara, abra o saco de dormir, tire a roupa até ficar só de body, coloque uma fralda limpa.
Converse com ele: mantenha-o na vertical, faça carinho nas costas e nas solas dos pés ou coloque pele a pele.
Ofereça o peito ou a mamadeira. Se ele voltar a dormir mamando, comprima o peito com a mão inteira de forma suave ou troque de lado.
Se, mesmo assim, ele continuar muito sonolento e quase não mamar, ou dormir várias mamadas seguidas, procure atendimento médico imediatamente — de dia, com o pediatra ou na UBS; à noite e no fim de semana, na UPA 24h ou no pronto-socorro infantil. Se você não conseguir acordá-lo de jeito nenhum ou ele parecer muito molinho, ligue 192 (SAMU).
E não estranhe se ele der pequenos sobressaltos, fizer grunhidos ou respirar de forma irregular dormindo. Cerca de metade do sono nessa idade é sono ativo, e pausas respiratórias de 5 a 10 s são normais nessa fase. Se uma pausa durar mais de 10 s, procure avaliação médica imediatamente. Se passar de 20 s ou a pele ficar azulada, ligue 192 (SAMU) — há mais detalhes no quadro “Fique atenta”.
Os valores de referência para 0–8 semanas:
Sono total: 14–18 h nas primeiras 4 semanas, depois 14–17 h
Sono noturno: 8–11 h 30 min no total, com várias mamadas
Sono diurno: 5–8 h
Sonecas: 3–5, de 20 min a 4 h — no começo, no máximo 4 h a partir do início da última mamada
Janela de sono: 35–75 min após o nascimento, 60–90 min com 8 semanas
Horário de dormir: ainda não é fixo — o ritmo ainda está se formando
Sono de 2 a 3 meses
Dos 2 aos 3 meses, entre a 9ª e a 13ª semana, cada vez mais sono vai para a noite, e o dia começa a ganhar contorno. Em nenhuma fase o período mais longo de sono cresce tanto quanto entre o primeiro e o quarto mês: em um estudo da Nova Zelândia com 75 bebês, cerca de metade dormiu pela primeira vez dos 3 meses da meia-noite às 5h, sem que os pais precisassem intervir. Talvez você mesma acorde um dia porque está tudo silencioso demais. Períodos longos de sono já são normais agora — você não precisa acordar o seu bebê se ele já recuperou o peso de nascimento, está ganhando peso bem e a maternidade, o pediatra ou a UBS não orientaram um plano próprio para acordá-lo.
À noite, ele geralmente ainda mama 1 ou 2 vezes; alguns bebês, 3 vezes; outros, nenhuma. Se acorda, nessa idade o mais comum é que seja fome. Quanto tempo dura uma soneca ainda quase não dá para prever — tudo entre 20 minutos e várias horas pode acontecer. Isso não é erro na sua rotina — é sono de bebê nessa idade.
Se seu bebê fica acordado até 22h, isso não é incomum com 10 ou 12 semanas: o ritmo da melatonina, que dá sono à noite, ainda está se formando. Você não consegue forçar esse cansaço do fim do dia, mas pode preparar o terreno: luz natural pela manhã, luz baixa e calma à noite, e o mesmo ritual curto todas as noites. A partir de cerca de quatro meses, aí sim começa a valer a pena ter um horário aproximado para dormir.
Muitos bebês choram mais no fim da tarde e à noite — o pico costuma ser por volta da 6ª semana e, aos 3 a 4 meses, isso diminui bastante. Se seu bebê quer mamar sem parar depois das 18h e chora antes de dormir, muitas vezes fome, cansaço e excesso de estímulos se somam. Se ele chora mais de três horas por dia, em mais de três dias por semana e por mais de três semanas, converse com o pediatra ou com a equipe da UBS e conte que ele chora muito.
Um ritual curto do fim do dia, de cerca de meia hora, vira agora a primeira âncora. Comece não pelo relógio, mas quando a última janela de vigília do dia estiver terminando e seu bebê parecer cansado:
Diminua a luz, desligue a agitação e as telas.
Fralda limpa, body ou pijama e, se estiver fresco, saco de dormir.
Peito ou mamadeira em um ambiente calmo, com luz baixa.
Uma canção ou as mesmas palavras tranquilas todas as noites.
Na própria cama, de barriga para cima.
Se seu bebê já dormir mamando, tudo bem nessa idade. Em uma pesquisa, rituais noturnos consistentes já em bebês de 1 a 15 semanas estiveram associados a períodos mais longos de sono à noite. Parecido sempre; perfeito, nunca.
Os valores de referência aos 2–3 meses (9ª–13ª semana):
Sono total: 14–17 h
Sono noturno: 9–11 h 30 min no total, em geral com 1–2 mamadas
Sono diurno: 5–8 h
Sonecas: 3–5, ainda com duração bem variável
Janela de sono: com 8 semanas 60–90 min, com 10 semanas 65–105 min, com 12 semanas 70–120 min
Horário de dormir: ainda flexível — a partir de cerca de 4 meses, vale a pena ter um horário aproximado
Sono de 3 a 6 meses
Dos 3 aos 6 meses, entre a 14ª e a 26ª semana, a noite vira o principal período de sono e também o bloco mais longo. Em algum momento desses meses, a quarta soneca costuma desaparecer: as janelas de sono ficam longas demais para caberem quatro cochilos no dia, e o último, no fim da tarde, empurra cada vez mais a noite para mais tarde.
Muitos pais percebem noites mais agitadas por volta do 4º mês e então ouvem falar da “regressão dos 4 meses”. A ciência não comprova uma piora que atinja todos os bebês — em média, o sono até melhora nos primeiros quatro meses. O que realmente muda é a estrutura do sono: ela amadurece. Isso pode ser instável por uma a três semanas e, ainda assim, ser um passo adiante.
A partir de cerca de quatro meses, você pode começar a praticar colocar seu bebê deitado sonolento, mas ainda acordado — como oferta, não como obrigação. Alguns bebês já dormem seis horas seguidas nessa fase; muitos ainda não. Compare seu bebê com ele mesmo de algumas semanas atrás, não com o bebê do grupo.
Os valores de referência dos 3 aos 6 meses (14ª–26ª semana):
Sono total: 13–16 h aos 3 meses; a partir de 4 meses, 12–16 h
Sono noturno: 10–11 h 30 min, geralmente ainda com 1 mamada à noite
Sono diurno: 3–4 h
Sonecas: 3–4; a transição de 4 para 3 costuma acontecer nessa fase
Janela de sono: aos 3 meses 70–125 min, aos 4 meses 85–150 min, aos 5 meses 105–165 min, aos 6 meses 2–3 h
Horário de dormir: a partir de cerca de 4 meses, muitas vezes entre 18h e 19h30
Sono de 6 a 9 meses
Dos 6 aos 9 meses, muitos bebês se despedem da terceira soneca: passam de três para duas. Os sinais aparecem antes: a última soneca, no fim da tarde, já não funciona mais ou empurra demais o horário de dormir. Dias de transição, com três sonecas em um dia e duas em outro, são normais. Nos dias com uma soneca a menos, a noite pode começar mais cedo.
À noite, tudo pode ficar mais agitado de novo. Por volta do 9º mês, a proporção de bebês que acordam mais de duas vezes por noite é especialmente alta — em um estudo italiano, era pouco mais de um em cada quatro. Às vezes isso coincide com novas habilidades motoras, como puxar o corpo para ficar em pé. Em geral, melhora de novo depois de uma a três semanas.
Quando seu bebê fica mais móvel, o berço também precisa de uma atualização:
Abaixe o colchão antes que ele consiga sentar — a um ponto em que não dê para se inclinar nem se puxar por cima da grade.
Um móbile sobre o berço deve ser retirado assim que ele começar a se apoiar nas mãos e nos joelhos, no mais tardar aos 5 meses.
Mantenha fios, como os da babá eletrônica, a pelo menos 1 m do berço.
Os valores de referência dos 6 aos 9 meses:
Sono total: 12–16 h
Sono noturno: 10 h 30 min–11 h 30 min; alguns bebês ainda mamam à noite
Sono diurno: 2 h 30 min–3 h 30 min
Sonecas: 2–3; muitas vezes a terceira cai agora
Janela de sono: aos 6 meses 2–3 h, aos 9 meses 2 h 30 min–3 h 30 min
Horário de dormir: muitas vezes entre 18h e 19h30
Noites mais agitadas às vezes chegam com novos movimentos — e em geral voltam a se acalmar.
Sono de 9 a 12 meses
Dos 9 aos 12 meses, o normal são duas sonecas, e o dia passa a ter uma forma mais previsível, em torno da qual você consegue organizar compromissos e refeições.
Perto do 1º aniversário, alguns bebês de repente passam a recusar um dos cochilos. Muitas vezes isso é só uma fase de uma a três semanas, não a despedida definitiva. Dê um pouco de tempo antes de refazer o dia inteiro. Nos dias com uma soneca só, uma hora tranquila com colo, leitura ou passeio pode substituir a pausa — e, como a última janela de vigília então fica muito longa, a noite pode começar mais cedo.
Os valores de referência dos 9 aos 12 meses:
Sono total: 12–15 h
Sono noturno: 11–12 h
Sono diurno: 2–3 h
Sonecas: 2
Janela de sono: aos 9 meses 2 h 30 min–3 h 30 min, aos 12 meses 3–4 h
Horário de dormir: muitas vezes entre 18h e 19h30
Sono de 12 a 18 meses
Nos pequenos de 12 a 18 meses, a grande mudança acontece durante o dia: na maioria das vezes entre 14 e 18 meses, e em algumas crianças só até os 24 meses, duas sonecas viram uma soneca depois do almoço. Como perceber que chegou essa hora? Ao longo de uma ou duas semanas, a criança passa a recusar repetidamente uma das duas sonecas, demora muito para pegar no sono ou a segunda soneca empurra claramente a noite para mais tarde. Dias de transição, com uma soneca em um dia e duas no outro, são normais, e a soneca que fica costuma ficar mais longa.
Com isso, o tempo acordado dá um salto: com dois cochilos, uma criança pouco antes da transição costuma aguentar bem algo entre pouco mais de 3 h e quase 4 h; com um único sono do meio-dia, passa para 5–5,5 h. Nem todo dia consegue fazer esse salto da mesma forma.
Se seu filho estiver começando na creche ou em outro cuidado infantil nessa fase, essa mudança muitas vezes coincide com a adaptação. Pergunte pelos horários de sono do local e faça as contas a partir do cochilo do meio-dia: se ele termina às 14h, com 5–5,5 h acordado a hora de dormir fica entre 19h e 19h30. Se o cochilo foi mais curto ou não aconteceu, a noite pode começar mais cedo. Um ritmo parecido no fim de semana ajuda. E, em fases de mudança como esta, seu filho muitas vezes precisa de ainda mais proximidade, inclusive à noite.
Os valores de referência dos 12 aos 18 meses:
Sono total: 11–14 h
Sono noturno: 11–12 h
Sono diurno: 1 h 30 min–2 h 30 min
Sonecas: 2; na maioria das vezes, entre 14 e 18 meses passa para 1
Janela de sono: aos 12 meses 3–4 h, com apenas 1 soneca 5–5 h 30 min
Horário de dormir: muitas vezes entre 18h e 20h
Sono de 18 a 24 meses
Dos 18 aos 24 meses, a maioria das crianças já entrou em uma rotina com uma única soneca depois do almoço — e ela basta para o dia. Quase nenhuma criança abre mão totalmente dela antes do segundo aniversário, mesmo que às vezes proteste bastante na hora. A faixa ampla de 4 a 5 h 30 min de tempo acordado aos 18 meses inclui crianças que ainda fazem duas sonecas. Com apenas uma soneca depois do almoço, o mais comum é 5–5 h 30 min.
Por volta de 18 meses, muitas famílias passam por uma fase instável: seu filho quer decidir mais coisas sozinho, separações ficam mais difíceis e talvez os dentes estejam nascendo. Isso não é retrocesso, é desenvolvimento — e costuma durar de uma a quatro semanas. Mantenha o ritual da noite: justamente agora ele traz segurança. A mudança para a cama grande costuma ser melhor quando a criança mede cerca de 89 cm ou quando a grade do berço já só chega até o peito — senão ela pode escalar e cair.
Os valores de referência dos 18 aos 24 meses:
Sono total: 11–14 h
Sono noturno: 11–12 h
Sono diurno: 1 h 30 min–2 h
Sonecas: 1 soneca depois do almoço
Janela de sono: aos 18 meses 4–5 h 30 min, com 1 soneca 5–5 h 30 min, aos 2 anos 5–6 h
Horário de dormir: muitas vezes entre 18h e 20h
Uma fase instável não é retrocesso, e sim desenvolvimento — o ritual da noite dá segurança.
Soneca dos 2 aos 3 anos
Aos três anos, só cerca de metade das crianças ainda cochila ao meio-dia. Seu filho está pronto para abrir mão disso quando consegue passar a tarde bem, sem sono, e ainda assim adormece bem à noite. Se, em vez disso, ele fica irritado e exausto no fim do dia, ainda precisa desse cochilo. Se, depois da soneca do meio-dia, ele fica muito tempo acordado à noite, uma pausa tranquila com livro ou áudio pode ocupar esse lugar — descansar sem obrigação de dormir.
Os valores de referência dos 2 aos 3 anos:
Sono total: 10–14 h
Sono noturno: 10 h 30 min–11 h 30 min
Sono diurno: 1–2 h, se a criança ainda dormir
Sonecas: 1 — aos 3 anos, só cerca de metade ainda faz
Janela de sono: 5–6 h; aos 3 anos, 5–6 h 30 min
Horário de dormir: muitas vezes entre 18h e 20h
Resumo das transições das sonecas:
De 4 para 3 sonecas: em geral entre 3 e 6 meses, quando a 4ª soneca empurra a noite para mais tarde
De 3 para 2 sonecas: em geral entre 6 e 9 meses, quando a 3ª soneca mais tarde já não funciona
De 2 para 1 soneca: em geral entre 14 e 18 meses; em algumas crianças, só até os 24 meses
Sem soneca depois do almoço: antes do 2º aniversário, quase nunca; aos 3 anos, cerca de metade ainda dorme
Nos dias de transição: às vezes uma soneca a mais, às vezes uma a menos — e, então, dormir mais cedo à noite
Transição das sonecas
- De 4 para 3
- 3–6 meses
- De 3 para 2
- 6–9 meses
- De 2 para 1
- 14–18 meses
- Dias de transição
- deitar cedo
Como encontrar a janela de sono
As faixas são amplas porque os bebês são diferentes. Veja como encontrar, passo a passo, a janela de sono do seu bebê dentro delas — em geral, uma semana basta:
Comece pelo meio do intervalo. Com 10 semanas (65–105 min.), isso significa: seu bebê deveria estar dormindo depois de cerca de 85 minutos. Com 6 meses (2–3 h), depois de cerca de 2,5 h.
Comece a desacelerar a tempo. A janela de vigília termina quando seu bebê adormece — os minutos para pegar no sono ainda contam. Por isso, comece cerca de 15 a 20 minutos antes: diminua a luz, troque a fralda, coloque o saco de dormir. Exemplo com 10 semanas: acorda às 7h00, começa a desacelerar por volta de 8h05, adormece por volta de 8h25.
Observe o tempo para adormecer. Ele conta a partir do momento em que o processo de dormir realmente começa: deitar, apagar a luz ou a última mamada com o objetivo de dormir. Até cerca de 20 minutos é normal.
Ajuste em passos pequenos: antes dos 3 meses, de 5 a 10 minutos; depois disso, em cerca de 15 minutos. As duas situações abaixo mostram a direção.
Olhe vários dias. Um dia sozinho engana; um padrão confiável aparece em cinco a sete dias. Repare também na hora do dia: em muitos bebês, a primeira janela da manhã é uma das mais curtas.
Alimentar em livre demanda sempre vem antes. Se a fome aparece no meio da janela, o bebê mama — o plano é que se adapta, não o contrário.
Cedo demais ou tarde demais? Duas imagens:
Ainda não está com sono suficiente: seu bebê fica deitado tranquilo, olhando em volta, balbuciando — e meia hora depois ainda está acordado. Na próxima vez, alongue um pouco a janela.
Cansado demais: seu bebê chora forte, é difícil de acalmar e resiste ao sono, embora esteja claramente cansado. Planeje a próxima janela um pouco mais curta.
Da última janela de vigília também sai a hora de dormir. Se o último cochilo de um bebê de seis meses termina às 16h15, com 2–3 h acordado a noite fica entre 18h15 e 19h15. Ou seja, o relógio segue o dia: quem acorda às 8h pode muito bem dormir às 20h. Em uma pesquisa com quase 30 mil famílias de 17 países, os horários médios de dormir das crianças pequenas ficaram entre 19h27 e 22h17, dependendo do país, e onde elas dormiam mais tarde, o sono total era mais curto. Então o mais importante é se a noite fica longa o suficiente — quem dorme às 21h precisa ir até as 8h para ter 11 horas de noite.
Um único dia engana — a janela de vigília do seu bebê só aparece no padrão.
Bebê cansado demais? Isso ajuda
Às vezes você perde a janela, e o seu bebê fica cansado demais — isso acontece com todo mundo. Nessa hora, menos estímulos e mais calma ajudam, passo a passo:
Saia da agitação: vá para um cômodo tranquilo, diminua a luz, desligue TV e celular.
Dê proximidade: pegue bem no colo, pele a pele ou no sling/canguru.
Faça movimentos regulares: balance de leve, ande devagar para cima e para baixo ou saia com o carrinho.
Use sons regulares: um zumbido baixinho, uma música ou um “shhh” calmo.
Fique em uma estratégia por vez: dê alguns minutos para cada tentativa de acalmar, em vez de experimentar tudo às pressas. Se seu bebê parecer com fome, ofereça o peito ou a mamadeira.
Quando ele finalmente dormir, planeje a próxima janela de vigília mais perto da faixa inferior do intervalo e antecipe um pouco a noite. Perder uma janela não é fracasso — só um recado para amanhã.
Quando você não aguenta mais
Choro que não para leva qualquer pessoa ao limite — ainda mais se você está passando as noites sozinha, sem parceiro ou sem família por perto. Se perceber que está com raiva ou desesperada:
Coloque seu bebê de barriga para cima no berço.
Saia do quarto por um instante e respire fundo.
Volte para checar como ele está a cada poucos minutos.
Ligue para alguém.
Nunca sacuda seu bebê. Mesmo poucos segundos sacudindo podem causar lesões cerebrais gravíssimas e com risco de morte.
Você pode procurar ajuda aqui:
24 horas por dia, de forma gratuita e anônima: o CVV, pelo 188.
Fora do horário da UBS ou do pediatra: a UPA 24h ou o pronto-socorro infantil; em emergência, o 192 (SAMU).
Apoio para pais: converse com o pediatra ou com a equipe da UBS sobre o que está acontecendo.
Durante o dia: o pediatra ou a equipe da UBS, ou o seu médico — conte que o bebê chora muito (choro excessivo).
Ajuda prática no dia a dia: família e amigos; famílias em situação de vulnerabilidade podem pedir apoio e visitas domiciliares pelo CRAS da cidade.
Você está para baixo, sem prazer nas coisas ou cheia de medo há mais de duas semanas? Ou tem pensamentos de machucar a si mesma ou ao seu filho? Esses podem ser sinais de depressão pós-parto. Procure ajuda médica imediatamente, na UBS ou com seu médico — pelo SUS, o tratamento é gratuito; em uma crise aguda, ligue 192 (SAMU). O CVV também atende, pelo 188. Pedir ajuda não é fracasso.
Adormecer e colocar no berço
Seu bebê pode dormir no peito, na mamadeira, no colo ou no canguru? Nos primeiros meses: sim. Dormir mamando ou no colo não é um mau hábito. Nessa idade, os bebês ainda não conseguem se regular sozinhos depois da agitação, e a necessidade de proximidade é inata. A AAP só recomenda praticar colocar o bebê sonolento, mas ainda acordado, a partir de cerca de quatro meses — e mesmo assim como exercício, não como obrigação. Deixar chorar não faz parte disso: acolher não estraga.
O verdadeiro problema às 3h da manhã muitas vezes é conseguir deitar o bebê. Isto costuma ajudar:
Espere o sono tranquilo. Bebês primeiro adormecem em sono ativo: dão pequenos sobressaltos, os olhos se mexem sob as pálpebras, a respiração fica irregular. Quando os sobressaltos param e a respiração fica calma e regular, o sono está mais profundo e fica mais difícil ele acordar.
Deixe tudo preparado: saco de dormir ou roupa de dormir já colocados antes, berço livre, luz baixa.
Deite-o devagar, de barriga para cima, em um movimento calmo e contínuo, na própria cama.
Fique mais um instante: mão na barriga ou no peito, um zumbido baixinho ou um “shhh”.
Se ele acordar, pegue no colo, acalme e tente de novo. Ou, dessa vez, ele dorme em você — desde que você continue acordada. Se seus olhos estiverem fechando, coloque-o no berço.
Exemplos de rotina de sono até 6 meses
Três exemplos de rotina de sono com 10 semanas, 4 e 6 meses — para imaginar, não para seguir à risca. Os horários mudam de um dia para o outro, mas os intervalos costumam ser parecidos.
Plano de sono com 10 semanas — honestamente bagunçadinho
7h00 acorda, mama, fralda limpa
8h20–9h20 cochilo 1 (1 h)
10h50–12h50 cochilo 2 (2 h, no carrinho durante o passeio)
14h20–14h40 cochilo 3 (só 20 min)
15h55–17h05 cochilo 4 (1 h e pouco)
18h30–19h00 cochilo 5 (30 min, no colo)
por volta de 20h15 começa o ritual; adormece perto de 20h35
à noite mama uma ou duas vezes, por volta de 0h30 e 4h00
Ele mama depois de cada despertar e, à noite, muitas vezes em intervalos curtos. Somando tudo, dá cerca de 5 horas de sono diurno.
Se um cochilo dura só 20 minutos: tente por alguns minutos com colo e um zumbido baixinho. Se ele não voltar a dormir, levante com ele e planeje a próxima janela mais perto do limite inferior — como aqui depois do cochilo 3.
Se à noite ele não quer dormir de jeito nenhum: mantenha a última hora calma e escura. Se ele regularmente leva mais de meia hora para adormecer, alongue um pouquinho a última janela de vigília. Dormir tarde é normal nessa idade.
Plano de sono com 4 meses
7h00 acorda, mama
8h30–9h15 cochilo 1 (45 min)
10h50–12h00 cochilo 2 (1 h e pouco)
14h00–15h00 cochilo 3 (1 h)
17h00–17h30 cochilo 4 (30 min, de preferência fora de casa)
19h00 ritual da noite; adormece por volta de 19h30
à noite ainda mama uma ou duas vezes; alguns bebês mais, outros nenhuma
A primeira janela de vigília, com 1,5 h, é a mais curta; depois chegam a até 2 h. Ao todo, são quase 3,5 h de sono diurno.
Plano de sono com 6 meses
6h30 acorda, mama
8h45–9h45 cochilo 1 (1 h)
12h15–13h45 cochilo 2 (1,5 h)
15h45–16h15 cochilo 3 (30 min, um cochilo curto de transição)
18h15 ritual da noite; adormece por volta de 18h45
à noite, muitas vezes ainda mama uma vez
Quando o terceiro cochilo desaparece, a noite simplesmente começa um pouco mais cedo.
Exemplos de rotina a partir de 9 meses
Mais três exemplos de rotina, aos 9, 12 e 16 meses.
Plano de sono com 9 meses
6h30 acorda, mama, depois café da manhã
9h30–10h45 cochilo 1 (1 h 15 min)
depois almoço, brincadeira, ar livre
14h00–15h30 cochilo 2 (1,5 h)
18h30 ritual da noite; adormece por volta de 19h00
à noite, muitas vezes ainda acorda uma ou duas vezes — muitos bebês de 9 meses, principalmente os amamentados, ainda mamam nessas horas, e isso é normal
Os tempos acordado crescem ao longo do dia, de 3 h para 3,5 h. Isso dá 2 h 45 min de sono diurno e cerca de 11,5 h de noite, com interrupções.
Plano de sono com 12 meses
6h45 acorda, café da manhã
9h45–10h45 cochilo 1 (1 h)
14h15–15h30 cochilo 2 (1 h 15 min)
18h45, depois do jantar: escovar os dentes, livro, roupa de dormir
adormece por volta de 19h15
A escovação vem depois da última refeição — assim, a escova é a última coisa que encosta nos dentes antes da noite.
Plano de sono com 16 meses e um cochilo só
7h00 acorda, café da manhã
11h30 almoço
12h00–14h00 cochilo do meio-dia (2 h)
à tarde, parquinho e lanche; 18h00 jantar
18h45 ritual da noite com escovação e livro
adormece por volta de 19h15, pouco mais de 5 h depois do cochilo
Se seu filho acordar meia hora mais cedo, o dia inteiro anda junto. É exatamente assim que deve ser.
Se seu filho acorda mais cedo, o dia inteiro se adianta junto — e é exatamente essa a ideia.
Acordar à noite
Acordar à noite faz parte do sono do bebê tanto quanto adormecer. Na troca entre fases do sono, bebês e crianças pequenas costumam despertar brevemente, muitas vezes várias vezes por noite, e algumas seguem assim até a idade pré-escolar. Isso não é sinal de que você está fazendo algo errado.
Nos primeiros meses, a fome é o motivo mais comum — então, na dúvida, ofereça o peito ou a mamadeira. Até por volta dos 6 meses, pelo menos uma mamada noturna faz parte do normal. Depois disso, bebês saudáveis e com bom ganho de peso muitas vezes já não precisam de leite à noite. Mesmo assim, muitos continuam mamando, principalmente os amamentados no peito — também no segundo semestre de vida e além. As duas situações são normais. A partir de cerca de 10 meses, a fome passa a ser uma causa menos frequente para acordar.
E a papinha da noite? Papinha ou cereal na mamadeira não garantem dormir a noite toda e ainda aumentam o risco de seu bebê engasgar ou receber alimento demais. Papinha é de colher. A introdução alimentar começa quando seu bebê estiver pronto — no mínimo no início do 5º mês e, no mais tardar, no início do 7º mês —, não para melhorar o sono.
O que ajuda muitas famílias:
Nos primeiros meses, responder rápido ao choro. Acolher não estraga.
Se seu bebê só resmunga ou faz barulhinhos, escute por alguns segundos antes de intervir — muitas vezes ele volta a dormir sozinho. Se estiver chorando, isso não vale.
Pouca luz e poucas palavras; trocar a fralda só quando preciso e com calma.
As mesmas palavras, a mesma canção da hora de dormir — o que é familiar acalma.
A partir da segunda metade do primeiro ano, despertar nem sempre significa fome. Às vezes sua voz e sua mão já bastam.
Se seu filho estiver doente, nascendo dentes, acabou de tomar vacina ou vocês estiverem fora de casa, o plano pode pausar por alguns dias. Nessa hora, proximidade vem primeiro; depois, vocês voltam à rotina habitual.
Se você oferece mamadeira à noite, prepare a fórmula infantil fresca todas as vezes — por exemplo, com água fervida levada em garrafa térmica e o pó separado — e descarte as sobras. Leite pronto não deve ficar horas em aquecedor. Nunca escore a mamadeira nem deixe seu bebê sozinho com ela na cama: ele pode engasgar, e ficar sugando por muito tempo faz mal aos dentes.
Se as noites estão acabando com você há semanas, faça um diário de sono por cerca de três semanas — no papel ou em um app como o Moonsleep — e leve à consulta com o pediatra ou na UBS. Em cada sono, anote:
hora em que adormeceu e hora em que acordou
onde e como adormeceu: no peito, na mamadeira, no colo, no canguru, no carrinho ou na cama
mamadas e refeições, inclusive à noite
como ficou depois: satisfeito, manhoso ou chorando
Para descobrir a janela de vigília do seu bebê, cinco a sete dias bastam. Para a conversa na consulta, um período mais longo mostra mais coisa — muitas vezes aparece ali um padrão que se perde na correria do dia a dia.
Regressão do sono aos 4, 9, 12, 18 meses e aos 2 anos — o que pode estar por trás:
Por volta de 4 meses: o sono amadurece — não é uma piora que acontece com todos, e costuma ser uma fase mais instável de 1–3 semanas
Entre 8 e 10 meses: mais despertares noturnos, muitas vezes ligados a novos movimentos, geralmente por 1–3 semanas
Por volta de 12 meses: recusa das sonecas, muitas vezes é só uma fase e não o fim delas, 1–3 semanas
Por volta de 18 meses: mais vontade própria, ansiedade de separação, dentes — em geral por 1–4 semanas
Por volta de 2 anos: salto de linguagem, cama nova, protesto contra a soneca depois do almoço — em geral por 1–4 semanas
Esses nomes são baseados na experiência prática, não em um diagnóstico — calendários fixos de “saltos” não têm comprovação.
Quanto costumam durar as regressões
- Por volta de 4 meses
- 1–3 semanas
- Aos 8–10 meses
- 1–3 semanas
- Por volta de 1 ano
- 1–3 semanas
- 18 meses, 2 anos
- 1–4 semanas
Fique atenta
Nesses sinais, o plano de sono não é o mais importante — ajuda rápida, sim.
Ligue imediatamente para o 192 (SAMU):
Seu bebê fica sem respirar por mais de 20 s, ou a pele, os lábios ou a língua ficam pálidos, azulados ou acinzentados.
Falta de ar aguda: respiração muito rápida, afundamento entre as costelas ou abaixo delas, abertura das narinas ou gemido a cada respiração — principalmente se ele quase não estiver mamando. Grunhidos inofensivos durante o sono aparecem de vez em quando, não em toda respiração, e sem esforço para respirar.
É muito difícil ou impossível acordá-lo, ele chora de um jeito incomum, estridente ou fraco, ou tem uma convulsão.
Enquanto a ajuda não chega: fale alto com seu bebê e toque nele com firmeza — nunca o sacuda. Coloque uma mão na barriga, logo abaixo das costelas, e veja se ela sobe e desce. Ligue 192 (SAMU), de preferência no viva-voz, e não desligue por conta própria: o médico regulador orienta você, inclusive em reanimação. Um curso de primeiros socorros para bebês e crianças traz mais segurança.
Procure atendimento médico imediatamente — à noite, na UPA 24h ou no pronto-socorro infantil mais próximo:
Febre a partir de 38,0 °C (medida por via retal) ou abaixo de 36,5 °C em bebês com menos de 3 meses; febre a partir de 39,0 °C em bebês de 3 a 6 meses.
Seu bebê está mole, apático, mama muito pouco ou dorme várias mamadas seguidas.
Pele amarela ou a parte branca dos olhos amarela junto com sonolência marcante ou dificuldade para mamar.
Fontanela estufada.
Pausas respiratórias de mais de 10 s, mesmo que depois ele volte a respirar normalmente.
No mesmo dia, procure o pediatra ou a UBS; fora do horário, a UPA 24h ou o pronto-socorro infantil:
A partir do 5º dia de vida, menos de 6 fraldas molhadas em 24 horas ou uma fralda seca por mais de 8 horas.
Seu bebê ainda não recuperou o peso de nascimento e dorme regularmente mais de 4 horas sem mamar.
Febre que, em bebês e crianças pequenas com menos de cerca de 2 anos, dura mais de 1 dia (em crianças maiores, mais de 3 dias), ou quando seu filho passa a beber mamar bem menos.
Marque uma consulta em breve:
Seu filho ronca com frequência e alto, mesmo sem estar resfriado, ou faz esforço para respirar dormindo.
Seu bebê chora mais de três horas por dia, em mais de três dias por semana, por mais de três semanas.
E, se você mesma não estiver aguentando mais: no quadro “Quando você não aguenta mais” há caminhos de ajuda que funcionam 24 horas por dia.
Prematuros: idade corrigida
Se seu bebê nasceu antes da hora, isto é, antes de completar 37 semanas de gestação, oriente-se pela idade corrigida. Para isso, subtraia da idade de vida as semanas que faltaram até a data prevista do parto registrada na Caderneta da Gestante. Um exemplo: seu bebê nasceu seis semanas antes e hoje está com cinco meses. Então os valores de referência para cerca de três meses e meio costumam se encaixar melhor do que os de cinco meses.
Bebês prematuros amadurecem de acordo com a data prevista para o parto, não com o aniversário de nascimento: em um estudo, os períodos em que ficavam acordados dependiam principalmente da maturidade, e menos das semanas desde o nascimento. Por isso, calcule pela idade corrigida até perto do segundo aniversário. E, se outros bebês da mesma idade cronológica já conseguem ficar acordados por mais tempo, seu filho não está “atrasado” — ele está exatamente onde pode estar para a idade corrigida dele.
Se seu bebê nasceu duas semanas antes da data prevista, ou seja, com 38 semanas, ele é considerado nascido a termo. Nesse caso, não é preciso corrigir — em intervalos tão amplos, duas semanas quase não fazem diferença. As regras de sono seguro valem igualmente para prematuros.
Um plano de sono não é uma prova para você. É um mapa — e seu bebê pode fazer desvios.
Perguntas frequentes
Quanto tempo meu bebê pode ficar acordado?
Isso depende principalmente da idade. Como referência: ao nascer, 35 a 75 minutos; com 2 meses, 60 a 95 minutos; com 4 meses, 85 a 150 minutos; com 6 meses, 2 a 3 horas; com 9 meses, 2,5 a 3,5 horas; e com 12 meses, 3 a 4 horas. Crianças pequenas com apenas um cochilo no meio-dia ficam 5 a 5,5 horas acordadas; com 2 anos, 5 a 6 horas. Os valores de cada mês estão nas tabelas de janelas de vigília acima. Comece pelo meio do intervalo e observe seu filho: a primeira janela da manhã costuma ser uma das mais curtas, e alimentar em livre demanda sempre vem primeiro. Janelas de vigília são valores práticos do dia a dia, não uma regra.
Quando meu bebê vai dormir a noite toda?
Nos estudos, “dormir a noite toda” geralmente significa 6 a 8 horas seguidas, não a noite inteira. Muitos bebês conseguem isso ao longo do primeiro ano, mas longe de todos no mesmo momento. Em um estudo canadense com quase 400 bebês, aos 6 meses mais da metade ainda não dormia 8 horas seguidas. Aos 12 meses, bem mais de um quarto ainda não dormia 6 horas seguidas. Os pesquisadores não encontraram relação com o desenvolvimento mental ou motor. Despertares curtos na troca das fases do sono continuam normais até a fase de criança pequena.
Preciso acordar meu bebê se ele dormir muito?
Enquanto seu bebê ainda não tiver recuperado o peso de nascimento, sim: nessa fase, ele não deve ficar mais de cerca de 4 h sem mamar, contadas a partir do início da última mamada. Como acordar um recém-nascido sonolento com delicadeza está na seção sobre as primeiras 8 semanas. Depois disso, você não precisa mais acordar para mamar um bebê saudável, que ganha peso bem — a não ser que a maternidade ou o pediatra tenham orientado um plano próprio, por exemplo no caso de prematuridade, baixo peso ao nascer, icterícia ou pouco ganho de peso. Se suas mamas ficarem muito cheias porque seu bebê de repente passou a dormir por longos períodos, você pode acordá-lo para mamar ou retirar um pouco de leite manualmente, porque pausas longas podem favorecer o ingurgitamento. Se seu bebê dorme muito durante o dia e fica acordado por muito tempo à noite, você pode encerrar com delicadeza uma soneca diurna muito longa. Não existe um limite fixo de minutos para isso — mais útil é ter luz e rotina normal durante o dia, e escuridão e calma à noite.
Meu bebê dorme mais ou menos do que os valores de referência — isso é preocupante?
Na maioria das vezes, não. A necessidade de sono varia de criança para criança. Uma fundação americana de sono afirma que valores um pouco fora da faixa recomendada ainda podem ser adequados para uma criança saudável — desvios grandes e duradouros, porém, são raros. Mais importante do que qualquer total é como seu bebê parece: ele acorda bem e consegue ficar um tempo acordado, responde a você, mama bem, tem fraldas molhadas suficientes e ganha peso. Vale procurar avaliação médica se ele dormir visivelmente pouco e for quase impossível acalmá-lo — ou se dormir muito, for difícil de acordar, parecer mole ou mamar mal. Nesses casos, valem os sinais do quadro “Fique atenta”. Se você estiver em dúvida, faça um diário de sono por cerca de três semanas e leve à consulta com o pediatra ou na UBS.
Meu bebê só faz cochilos curtos. Estou fazendo algo errado?
Não. Nos primeiros meses, os cochilos têm durações muito diferentes; tudo entre 20 minutos e várias horas pode acontecer. Só por volta de 8 meses, em muitos bebês, a duração e o horário ficam mais estáveis. Se seu bebê acorda chorando depois de 20 minutos, você pode ajudá-lo por alguns minutos a voltar a dormir — com proximidade, um zumbido baixinho ou embalo. Se não funcionar, levante com ele e planeje a próxima janela de vigília mais perto do limite inferior do intervalo. Até um cochilo curto no carro ou no carrinho conta como soneca: depois disso, seu bebê muitas vezes volta a ficar com sono mais cedo.
Quando faz sentido ter um plano de sono fixo pelo relógio?
Na maioria das vezes, a partir de cerca de 8 meses, quando os cochilos passam a acontecer de forma confiável em horários parecidos. Antes disso, janelas de vigília e sinais de sono são a melhor bússola. Ainda assim, você pode criar um contorno cedo: um horário de despertar mais ou menos parecido e um ritual noturno curto, de cerca de meia hora, sempre parecido. Como regra prática para a manhã: se seu bebê mama às 5h e depois volta a dormir, isso ainda faz parte da noite. O dia começa com o despertar depois do qual ele fica acordado. Nos primeiros meses, você não precisa acordá-lo para isso. Mais tarde, pode acordá-lo pela manhã em um horário semelhante — horários regulares para dormir e acordar também são recomendados por sociedades de pediatria.
Meu bebê acorda todos os dias às 5h. O que posso fazer?
Primeiro, faça as contas: se seu filho dorme às 18h e precisa de 11 horas de noite, às 5h ele já descansou o suficiente. Nesse caso, uma hora de dormir um pouco mais tarde pode ajudar — tente em passos de cerca de 15 minutos e observe se o despertar acompanha a mudança. Nem sempre acompanha: em uma grande análise de dados de app, a hora de acordar ficou relativamente estável a partir de cerca de 5 meses; dormir mais tarde esteve mais ligado a uma noite mais curta. Pode ajudar manter o quarto bem escuro quando amanhece cedo e fazer do período até a hora de levantar algo tão escuro e tranquilo quanto a noite. Em bebês com menos de 6 meses, uma mamada cedo é normal — aí o foco costuma ser conseguir que ele volte a dormir depois.
E quando o horário muda, por exemplo numa viagem?
No Brasil não há mais horário de verão desde 2019, mas a questão aparece em viagens para outro fuso horário. Se seu bebê tiver menos de cerca de 6 meses, ao chegar você simplesmente passa a viver pelo novo horário e, por alguns dias, segue as janelas de vigília. Em bebês maiores e crianças pequenas, para uma diferença de cerca de uma hora, uma transição suave costuma ajudar: comece quatro dias antes e mude horário de acordar, cochilos, refeições e hora de dormir em cerca de 15 minutos por dia, na direção do novo horário. Isso é especialmente útil para quem já acorda muito cedo. Luz do dia e tempo ao ar livre ajudam o relógio biológico — e um quarto escuro ajuda quando ainda está claro na hora de dormir. A maioria das crianças se ajusta em cerca de uma semana.
O Moonsleep oferece orientação, não aconselhamento médico. Ele se baseia em diretrizes clínicas e fontes especializadas, verificadas com a base de referência do Moonsleep.






