Para ti

Checklist antes do parto: o que fazer e quando

Consultas, licença parental, subsídio parental: tudo por semanas de gravidez — e o que pode esperar sem problema.

35 min de leitura

Algures entre a primeira ecografia e a barriga a crescer, ela aparece: a lista mental que fica maior todos os dias. A boa notícia é esta — antes do parto, há menos coisas que precisas mesmo de tratar do que os catálogos e os guias fazem parecer. Ainda assim, há alguns assuntos com prazos ou listas de espera longas. Aqui encontras tudo organizado por semanas de gravidez, com passos que conseguem dar por vocês próprios — e com o que pode esperar sem problema.

Em resumo

Consulta de gravidez
desde o teste
Licença parental
parto + 7 dias
Cadeira auto
até ~sem. 36
Quarto
16–18 °C

O que tratar em cada fase

Nem tudo é urgente ao mesmo tempo — por isso, aqui tens a checklist por semanas de gravidez. Quando aqui dizemos «vocês», aplica-se exatamente da mesma forma se estiveres sozinha — o que muda nesse caso está numa caixa própria mais abaixo. O vosso plano pode ser assim:

  • Até às 12 semanas: marcar a primeira consulta de vigilância da gravidez (centro de saúde ou obstetra); se pensam num parto em casa, informem-se logo. Se trabalhas com crianças, pessoas doentes, animais, produtos químicos ou fazes trabalho fisicamente pesado, avisa cedo a tua entidade patronal — só assim tem de adaptar o teu posto de trabalho.

  • 13–20 semanas: visitar maternidades, marcar o curso de preparação para o parto e o curso de recuperação pós-parto. Orçamento apertado? A partir das 13 semanas, pede à Segurança Social o abono de família pré-natal, consoante o rendimento. Se não são casados: o pai deve estar presente no registo do nascimento.

  • 21–28 semanas: decidir quem vai seguir o bebé (médico de família ou pediatra), planear como dividem a licença parental inicial, informar-se sobre creches — em Portugal, gratuitas para bebés nascidos desde setembro de 2021 —, encomendar o carrinho e a cama. No início do último trimestre: vacina contra a tosse convulsa.

  • 29–34 semanas: frequentar o curso, combinar com a entidade patronal as datas da licença parental (a comunicação escrita faz-se até 7 dias após o parto), informar-se na Segurança Social sobre o subsídio parental, preparar a pasta com documentos, fazer um curso de primeiros socorros para bebés.

  • A partir das 35 semanas: ovo montado no carro, mala da maternidade pronta, plano para o início do parto definido. Se quiseres, podes começar a tua licença até 30 dias antes da data prevista.

Há, por outro lado, muita coisa que pode esperar: o quarto do bebé, porque o teu bebé vai dormir convosco no primeiro ano, a cadeira de refeição, os brinquedos e um armário cheio de roupa. Não precisam de tapetes com sensor de respiração nem de meias inteligentes — não há provas de que previnam a síndrome de morte súbita do lactente. Muita coisa pode ser comprada em segunda mão; só no colchão e na cadeira auto convém ver tudo com muito cuidado.

O que precisam desde o dia 1 — idealmente tudo pronto até cerca das 36 semanas:

  • um local de sono seguro, com colchão novo e firme, e dois sacos-cama

  • um ovo (cadeira auto para recém-nascido) — mesmo sem carro próprio, para o táxi

  • um carrinho ou um porta-bebés

  • fraldas de tamanho recém-nascido, muda-fraldas, fraldas de pano/panos para bolsar

  • cinco a sete bodies e babygrows nos tamanhos recém-nascido e 0-1 meses, um gorro para a rua

  • um termómetro digital

  • para ti: pensos pós-parto, cuecas de rede, soutiens de amamentação e discos absorventes

  • se fores dar biberão: alguns biberões, uma escova para biberões e leite para lactentes 1

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Centro de saúde e enfermeira de família

Em Portugal, não há uma parteira que vá a casa depois do parto por regra: a gravidez e o bebé são seguidos no centro de saúde, pela enfermeira e pelo médico de família.

Na maternidade ficas, em geral, 48 horas (72 após uma cesariana) e aprendes os primeiros cuidados. O teste do pezinho faz-se entre o 3.º e o 6.º dia, e a primeira consulta do bebé no centro de saúde nos primeiros dias ou semanas de vida. Tu tens a consulta de revisão do puerpério às 4–6 semanas. Em alguns centros de saúde, a enfermeira faz uma visita domiciliária nos primeiros dias. Para crianças, o SNS é gratuito. Podes preparar assim:

  1. Confirma que estás inscrita num centro de saúde e pergunta lá como se marca a primeira consulta do bebé.

  2. Queres apoio em casa? Algumas clínicas privadas oferecem uma visita de enfermagem paga depois do parto. Os preços variam muito — pergunta antes quanto custa.

  3. Com dúvidas fora de horas, a linha SNS 24 (808 24 24 24) atende 24 horas por dia.

Sem médico de família ou sem visita em casa? Assim colmatam essa falta. Nem sempre há apoio disponível logo. Até lá:

  • Peso, alimentação, umbigo, icterícia: centro de saúde (enfermeira e médico de família) ou pediatra. Liga logo após o nascimento e pede a primeira consulta do bebé.

  • A tua recuperação — pontos, cicatriz, lóquios, peito: médico de família ou o teu obstetra.

  • Amamentação: apoio à amamentação no centro de saúde ou na maternidade, conselheiras em aleitamento materno (IBCLC).

  • Humor: médico de família ou o apoio psicológico do SNS 24 (808 24 24 24), 24 horas por dia.

  • Dia a dia: ajuda em casa, por exemplo da família; o centro de saúde (enfermeira/médico de família) pode orientar para apoio às famílias.

Pergunta também na maternidade se podes ligar para o internamento depois da alta, por exemplo com dúvidas sobre a amamentação.

Maternidade e cursos

Maternidade pública, hospital privado ou parto em casa — o decisivo é onde te sentes segura. Se pensas num parto em casa ou num hospital privado, informa-te logo no início também sobre os custos, porque os preços variam muito. Se esperas gémeos, há risco de parto prematuro ou tens uma doença que pode influenciar o parto, planeia com o teu médico um hospital com cuidados intensivos para bebés prematuros. Nas visitas e sessões de esclarecimento, vale a pena fazer estas perguntas:

  • A partir de quando preferem que seja feita a inscrição?

  • O meu bebé fica em contacto pele com pele comigo, sem interrupções, depois do nascimento, mesmo após uma cesariana?

  • Há rooming-in 24 horas por dia, apoio à amamentação no internamento e quartos familiares (com que custo)?

  • A maternidade tem certificação de «amiga dos bebés»?

  • Quem observa o nosso bebé antes da alta, e quando é a primeira consulta no centro de saúde?

Para a consulta na maternidade, leva o boletim de saúde da grávida e o teu cartão de cidadão, e podes conversar sobre o teu plano de parto. Bastam algumas linhas: quem te acompanha, que analgésicos consegues imaginar, por exemplo epidural, desejos sobre contacto pele com pele, corte do cordão, primeira mamada e o que gostarias caso seja necessária uma cesariana. O plano não é uma encomenda: se as coisas correrem de outra forma, a equipa percebe na mesma, rapidamente, o que é importante para ti.

O melhor é frequentar o curso de preparação para o parto e parentalidade no último trimestre, mas convém marcá-lo cedo, para garantir que termina antes da data prevista. Pergunta no centro de saúde e na maternidade que cursos existem; nos privados, os preços variam muito — pergunta antes quanto custa, também para a pessoa acompanhante. Marquem também logo o curso de recuperação pós-parto: normalmente começa 6–8 semanas depois do nascimento — perguntem pelos custos e até quando tem de estar concluído.

Quando começar

Tratem da logística até cerca das 36 semanas:

  • Quem fica com o filho mais velho ou com o cão? Definam duas pessoas, caso a primeira não esteja contactável durante a noite ou o bebé venha antes do tempo.

  • Como vão lá chegar? Façam o percurso uma vez: onde estacionam de noite, que entrada está aberta? Para voltarem para casa, um táxi só vos leva com a vossa própria cadeira auto de bebé.

  • A quem ligam? Os números da maternidade, do SNS 24, da pessoa acompanhante e de quem vai ajudar estão no telemóvel e também num papel.

  • A mala da maternidade está pronta à porta: boletim de saúde da grávida, cartões de cidadão, pasta com documentos, roupa confortável, pensos pós-parto, snacks, carregador do telemóvel e roupa para o bebé.

Centro de saúde, pediatra e emergências

O bebé é observado logo após o nascimento e antes da alta; o teste do pezinho faz-se entre o 3.º e o 6.º dia, e a primeira consulta de saúde infantil é no centro de saúde, nos primeiros dias ou semanas de vida. Ainda na gravidez, decidam quem vai seguir o bebé — médico de família ou pediatra — e perguntem:

  • Como inscrevemos o bebé aqui, e quando devemos contactar-vos depois do nascimento?

  • Com quanta antecedência marcamos a primeira consulta de saúde infantil?

  • Há horários para recém-nascidos separados das consultas de crianças com infeções?

  • A quem recorremos em caso de queixas agudas fora do horário de consulta?

Sem médico de família atribuído? Perguntem no centro de saúde como vai ser seguido o bebé; com dúvidas de saúde, o SNS 24 (808 24 24 24) ajuda a qualquer hora.

Se planeiam um parto em casa, esclareçam antes quem trata de quê: a vitamina K dada ao nascer, a colheita de sangue para o teste do pezinho entre o 3.º e o 6.º dia de vida, o rastreio auditivo e a oximetria de pulso para despistar cardiopatias não detetadas. Leiam já agora a informação para pais sobre estes exames, para não terem de decidir sob pressão de tempo.

Três pequenas coisas para o caso de emergência, que agora só demoram alguns minutos:

  1. Guardar os números: centro de saúde, maternidade, SNS 24 (808 24 24 24) e o número de emergência 112.

  2. Identificar o hospital mais próximo com urgência pediátrica — nem todas as urgências atendem bebés.

  3. Comprar um termómetro digital e afixar um cartão de emergência no frigorífico: morada, nome e data de nascimento do bebé, os números mais importantes e o Centro de Informação Antivenenos (800 250 250).

Vale muito a pena fazer um curso de primeiros socorros para lactentes, para pais e avós.

Fica atenta

Conheçam os sinais de alarme ainda antes do parto — assim, mais tarde, não precisam de pensar duas vezes.

Ligar imediatamente para o 112:

  • pausas na respiração, pele azulada ou cinzento-marmoreada, respiração muito rápida e difícil

  • o teu bebé está molinho ou quase não acorda, tem uma convulsão ou uma erupção com febre que não desaparece à pressão com um copo

  • em ti: hemorragia muito abundante, falta de ar súbita ou dor no peito

Ir imediatamente ao centro de saúde ou ao pediatra e, fora do horário, à urgência pediátrica (na dúvida, liga antes para o SNS 24) — não esperar até amanhã:

  • Nos primeiros três meses de vida, 38,0 °C ou mais, medidos no reto — mesmo que o teu bebé pareça bem disposto.

  • O teu bebé quase não mama nem bebe em várias refeições seguidas, ou adormece sempre a meio; a partir do 5.º dia faz menos de seis fraldas molhadas em 24 horas, ou uma fralda fica seca durante mais de 8 horas.

  • A pele fica amarela logo no primeiro dia de vida, a icterícia só começa às duas semanas, ou o teu bebé está amarelo e mama mal, está muito sonolento ou respira com dificuldade.

  • Fezes claras, cor de barro — comparem bem a cor das fezes.

  • Vómito esverdeado ou vómitos em jato após todas as refeições. Em contrapartida, bolsar pequenas quantidades depois de beber é normal.

Em ti — no próprio dia, ao médico de família ou ao teu obstetra (na dúvida, liga para o SNS 24): febre, lóquios com mau cheiro, uma zona vermelha, quente e dolorosa no peito com febre, uma barriga da perna inchada e dolorosa de um só lado, ou pontos/cicatriz vermelhos ou com secreção. Dores de cabeça fortes com alterações da visão: ir imediatamente ao hospital.

A tua saúde mental: Alguns dias de maior sensibilidade e choro pouco depois do parto (baby blues) costumam passar em horas ou dias. Se a tristeza durar mais de uma a duas semanas ou surgir mais tarde — a depressão pós-parto pode começar em qualquer momento do primeiro ano — fala com o teu médico de família ou com o teu obstetra. Confusão, ideias delirantes, agitação extrema ou quase não dormir apesar de o bebé estar a dormir podem ser sinais de psicose pós-parto, e isso é uma emergência: se reparares nisso na tua companheira, não a deixes sozinha com o bebé e liga para o SNS 24 (808 24 24 24) ou para o 112. Se tiveres pensamentos de fazer mal a ti própria ou ao teu filho, procura ajuda imediatamente — pelo 112, na urgência psiquiátrica de um hospital ou no apoio psicológico do SNS 24, 24 horas por dia.

Como medir no rabinho: põe um pouco de vaselina na ponta do termómetro digital, deita o teu bebé de costas, dobra-lhe as perninhas em direção ao peito, introduz com cuidado só a ponta cerca de 1 cm e segura até apitar. Os termómetros de testa e de ouvido são demasiado imprecisos nos primeiros meses.

Licença parental e proteção na parentalidade

Em resumo: em Portugal, a licença parental inicial é comunicada por escrito à entidade patronal até 7 dias após o parto — o pai tem ainda 28 dias obrigatórios só para ele.

Não há prazo para informares a entidade patronal da gravidez, mas muitas regras de proteção só se aplicam quando ela já sabe — por exemplo, a dispensa de trabalho noturno e de horas extraordinárias. Por isso, não deixes essa comunicação para muito tarde.

Em Portugal, a mãe tem 42 dias de licença obrigatória a seguir ao parto e pode, se quiser, começar a licença até 30 dias antes da data prevista. Uma licença obrigatória antes do parto, como noutros países, não existe.

Durante a licença, a Segurança Social paga o subsídio parental, calculado em percentagem da tua remuneração de referência — o valor depende da duração que escolherem. Depois do parto, a maternidade entrega uma declaração de internamento, que segue para a entidade patronal.

Em Portugal, ambos os pais podem gozar a licença parental inicial, mesmo sem serem casados: 120 ou 150 dias, mais 30 se a partilharem (regras de 2026). O pai tem ainda 28 dias obrigatórios só para ele e mais 7 opcionais. Depois, cada um pode pedir a licença parental alargada, até 3 meses e pouco paga. Um exemplo com data prevista a 15 de março:

  • Se quiseres, podes começar a licença até 30 dias antes, ou seja, a partir de 13 de fevereiro.

  • Se o bebé nascer a 15 de março, os teus 42 dias obrigatórios vão até ao fim de abril.

  • A licença parental inicial tem de ser comunicada por escrito à entidade patronal até 7 dias após o parto, ou seja, até 22 de março. O mais simples é combinar as datas ainda antes do parto.

Como modelo, basta: «Venho comunicar que vou gozar a licença parental inicial de … a …, pelo nascimento do meu filho a 15/03. Junto a declaração da maternidade.» Se o contrato de trabalho ou coletivo prevê outros dias pagos para o parceiro, perguntem isso com antecedência.

Comunicar a licença parental parece burocracia, mas é só uma comunicação escrita à entidade patronal.

Subsídio parental e abono de família

Em resumo: o subsídio parental e o abono de família pedem-se à Segurança Social; o abono tem de ser pedido nos primeiros 6 meses — façam ambos os pedidos nas primeiras semanas.

O subsídio parental pede-se à Segurança Social; o valor é uma percentagem da remuneração de referência. Quase tudo pode ser preparado antes — os números mais importantes estão na caixa abaixo:

  • Planeiem os dias: a licença parental inicial dura 120 dias, pagos a 100 %, ou 150 dias, pagos a 80 % da remuneração de referência.

  • Partilhar compensa: se partilharem a licença, são 150 dias a 100 % ou 180 dias a 83 % (em certas condições, 90 %).

  • Depois da licença inicial: cada um pode ainda pedir a licença parental alargada, até 3 meses, com um subsídio baixo.

  • Documentos: juntem recibos de vencimento ou liquidações fiscais; em muitos locais o pedido já pode ser feito online.

Os valores de referência em Portugal (2026): com partilha, a licença inicial pode ir até 180 dias; o subsídio parental tem um mínimo de 14,32 € por dia. O abono de família é mensal e depende do rendimento (escalões) — nem todas as famílias o recebem.

O abono de família para crianças e jovens pede-se à Segurança Social no prazo de 6 meses; o valor depende do escalão de rendimento. Durante a gravidez, a partir das 13 semanas, existe ainda o abono de família pré-natal. O registo do bebé é gratuito, e o Cartão de Cidadão também, até ao primeiro aniversário.

Dinheiro curto? Há estes apoios. A partir das 13 semanas, pede à Segurança Social o abono pré-natal, consoante o rendimento. O centro de saúde (enfermeira/médico de família) pode orientar-te para apoio às famílias. E em Portugal, a creche e a ama são gratuitas para bebés nascidos desde setembro de 2021.

E o que muita gente adia: revejam os vossos seguros agora que a família cresce, pensem como ficariam protegidos se o principal sustento da casa morresse e deixem por escrito, em testamento, quem gostariam que fosse o tutor do vosso filho.

Dinheiro em números (2026)

Licença inicial
120/150 dias
Com partilha
+30 dias
Subsídio mínimo
14,32 €/dia
Abono de família
por escalão

A pasta dos documentos

Em resumo: o registo do nascimento faz-se no prazo de 20 dias e é gratuito — pode ser feito ainda na maternidade, no Balcão Nascer Cidadão.

  • Na maternidade: se houver Balcão Nascer Cidadão, podem registar o bebé antes da alta; o número de utente também é muitas vezes atribuído logo aí.

  • Parto em casa ou registo mais tarde: em qualquer Conservatória do Registo Civil ou online, no prazo de 20 dias.

Depois do registo, peçam o Cartão de Cidadão do bebé: é obrigatório a partir do 20.º dia e gratuito até ao primeiro aniversário. Na pasta devem estar os vossos documentos de identificação, a certidão de casamento, se forem casados, o boletim de saúde da grávida e os vossos números de identificação fiscal. Documentos estrangeiros muitas vezes precisam de tradução, o que pode demorar semanas.

O nome: decidam antes o nome próprio e os apelidos do bebé, porque vão ser pedidos no registo. Se tiverem dúvidas sobre as regras, perguntem com tempo numa Conservatória do Registo Civil.

A saúde do vosso bebé no SNS

  • No SNS: em Portugal, o bebé recebe um número de utente, muitas vezes ainda na maternidade; o centro de saúde e os hospitais do SNS são gratuitos para crianças.

  • Seguro de saúde privado: se quiserem incluir o bebé, perguntem cedo à seguradora a partir de quando e em que condições — os contratos variam.

  • Subsistema: se um de vocês tem um subsistema de saúde (por exemplo, de funcionário público), informem-se sobre como inscrever o bebé.

Com o Balcão Nascer Cidadão, o registo pode ficar feito ainda na maternidade — só levam os documentos e o nome.

Paternidade e responsabilidades parentais

Em resumo, se não são casados: o pai deve estar presente no registo do nascimento — senão, a paternidade tem de ser reconhecida mais tarde, por perfilhação.

Se forem casados, a lei presume que o marido é o pai. Sem casamento, isso não acontece automaticamente.

  • Registo com o pai presente: se o pai for ao registo com a mãe, fica logo inscrito na certidão de nascimento. Levem os vossos documentos de identificação.

  • Perfilhação: se o pai não puder estar no registo, reconhece a paternidade mais tarde, através da perfilhação. Tratem disto cedo, para que o pai possa tratar dos assuntos do bebé.

Para a própria mãe, indiquem na maternidade quem pode receber informações sobre a saúde dela e perguntem que documento é preciso para isso.

Se são duas mães, informem-se cedo numa Conservatória do Registo Civil sobre como fica registada a parentalidade.

Prazos depois do parto

Registo
até 20 dias
Cartão Cidadão
desde dia 20
Licença
parto + 7 dias
Abono
até 6 meses

O bebé já nasceu ou estás atrasada?

O bebé já nasceu? A maior parte das coisas ainda se consegue tratar, por esta ordem:

  1. Registar o bebé (até 20 dias) e entregar à entidade patronal a declaração da maternidade.

  2. Comunicar por escrito a licença parental à entidade patronal, até 7 dias após o parto.

  3. Pedir à Segurança Social o subsídio parental e o abono de família (este nos primeiros 6 meses).

  4. Ligar para o centro de saúde e marcar a primeira consulta do bebé.

Após um parto prematuro, podem aplicar-se regras especiais de licença — pergunta à Segurança Social. Tudo o resto pode esperar.

Boa preparação significa poderem cuidar do vosso bebé — e não de papéis.

Local seguro para o bebé dormir

Os recém-nascidos dormem em curtos períodos ao longo de todo o dia, normalmente 14–18 horas por dia; em geral, só desenvolvem um ritmo dia-noite por volta dos dois meses. Mais importante do que as horas, no início, é a alimentação: até voltar a atingir o peso de nascimento, normalmente ao fim de 10 a 14 dias, devem acordar um bebé que durma mais de cerca de 4 horas seguidas. Estas regras reduzem comprovadamente o risco de síndrome de morte súbita do lactente — durante todo o primeiro ano, em cada sono:

  • Sempre de costas, também nas sestas — não de lado, porque dessa posição os bebés rolam facilmente para barriga para baixo.

  • Cama própria no quarto dos pais: berço, berço acoplado à cama dos pais ou, no início, alcofa/berço pequeno até ao limite de peso indicado pelo fabricante. O berço acoplado deve ficar preso à cama dos pais sem qualquer espaço entre ambos e com os dois colchões à mesma altura.

  • Colchão firme e plano, sem folga em relação à estrutura. Num berço usado, verifiquem: barras afastadas 4,5 a 6,5 cm, nada abana, não falta nenhum parafuso, não há tinta a descascar nem recortes onde a cabeça ou o braço possam ficar presos. O colchão deve ser comprado novo.

  • Saco-cama em vez de manta, no tamanho certo, não «para crescer»: a abertura do pescoço e das cavas deve ser suficientemente justa para o bebé não escorregar para dentro.

  • Nada mais na cama: sem almofada, sem manta, sem protetor de berço nem ninho, sem peluches, sem almofada de amamentação, sem fita da chupeta.

  • Mais fresco do que quente: cerca de 16–18 °C. Toca entre as omoplatas: quente e seco está bem; suado significa demasiado calor. Mãos e pés frios são normais. Dentro de casa, sem gorro e sem saco de água quente na cama.

  • Sem fumo, sempre, incluindo cigarros eletrónicos.

  • Fatores protetores: amamentar reduz o risco, e a chupeta para adormecer também — se estiveres a amamentar, só quando a amamentação já estiver bem estabelecida.

A situação mais perigosa às três da manhã: nunca adormeças com o teu bebé no sofá ou no cadeirão — aí o risco é muitas vezes maior do que na cama. Se sentes os olhos a fechar enquanto o alimentas, põe primeiro o bebé na cama dele ou acorda o teu parceiro. Se adormeceres a amamentar na cama dos pais, garante antes que esse espaço é seguro: almofadas e mantas afastadas do bebé, sem espaço junto à parede. Nunca durmam juntos depois de álcool, drogas ou medicamentos que dão sono, se alguém fuma ou se estás completamente exausta.

Transmitam estas regras a todas as pessoas que cuidarem do vosso bebé — muitos avós aprenderam ainda a posição de lado. O bebé só deve ficar de barriga para baixo quando está acordado e sob vigilância, mas várias vezes por dia durante pouco tempo.

Comprar a cadeira auto do bebé

Em Portugal, a lei obriga a transportar o bebé numa cadeira aprovada desde o nascimento, portanto já na viagem de regresso da maternidade — e as maternidades pedem o ovo à saída. Comprem o ovo até cerca das 36 semanas e treinem com calma:

  • Serve no vosso carro? Os modelos i-Size servem em todos os lugares i-Size (em Portugal, desde 2024 só se vendem cadeiras i-Size); nos restantes casos, ajuda a lista de compatibilidades.

  • Sempre virada para trás; no banco da frente, o airbag frontal tem de estar desligado.

  • Pratiquem a instalação uma vez sem pressa: o cinto abdominal passa pela extremidade dos pés, o cinto diagonal pela extremidade da cabeça da cadeira.

  • Os cintos ficam bem justos, sem casaco grosso nem fato acolchoado por baixo — no inverno, a manta vai por cima do cinto.

  • Em segunda mão, só com histórico conhecido: uma cadeira que esteve num acidente já não deve voltar ao carro.

Na escolha, podem ajudar os testes regulares e independentes a cadeiras auto para crianças.

Preparar o pós-parto

O pós-parto — idealmente seis a oito semanas — serve para recuperar e para se conhecerem. Os recém-nascidos mamam ou bebem, em geral, 8 a 12 vezes em 24 horas; o que organizarem antes, não têm de aguentar depois:

  • Reservas e espaços: encham o congelador com porções que se consigam comer com uma mão. Preparem um cantinho para amamentar com garrafa de água e snacks, e um espaço para mudar a fralda onde tudo esteja à mão — assim, uma mão fica sempre no bebé.

  • Tornar a ajuda concreta: façam uma lista do que outras pessoas podem assumir: compras, roupa, levantar medicamentos na farmácia, levar o filho mais velho à creche.

  • Gerir as visitas: quem vem lava as mãos, não beija o bebé na cara e traz de preferência comida em vez de presentes. Quem estiver constipado, com febre ou herpes labial vem noutra altura.

  • Vacinas e proteção: as autoridades de saúde recomendam uma vacina contra a tosse convulsa em cada gravidez, idealmente cedo no último trimestre. Os contactos próximos devem vacinar-se se a última dose tiver sido há mais de 10 anos, de preferência até 4 semanas antes da data prevista — o vosso bebé só é vacinado a partir dos 2 meses. Contra o VSR, todos os bebés recebem uma administração de anticorpos na sua primeira época de VSR: se nascerem entre outubro e março, idealmente logo na maternidade; caso contrário, no outono. Perguntem se ninguém vos propuser isso.

  • O teu próprio seguimento: deixar já apontada a consulta de revisão do puerpério com o médico de família, 4–6 semanas depois do parto.

Ajuda em casa: se, por causa da gravidez ou do parto, não conseguires tratar da casa, organizem já quem ajuda, por exemplo a família ou amigos. Podem fazer assim:

  1. Perguntem a familiares e amigos quem pode ajudar e em que dias.

  2. Combinem a ajuda, se possível, antes do parto.

  3. Se não houver ninguém, podem contratar ajuda paga — os preços variam muito, perguntem antes quanto custa.

  4. Muitas vezes, são os avós que ajudam — combinem com eles, com tempo, o que podem assumir.

Se a vossa família mora longe ou passas muito tempo sozinha, o centro de saúde (enfermeira/médico de família) pode orientar para apoio às famílias; ajudam também contactos do curso, vizinhos e serviços de entregas. Se o teu parceiro voltar a trabalhar depois dos dias de licença dele, definam já quem assume o quê durante a noite e quem fica contactável durante o dia.

O que organizarem antes já não vos pesa no pós-parto.

Amamentação, biberão ou os dois

Muitas mulheres decidem ainda na gravidez como querem alimentar o bebé, e muitas famílias acabam por fazer as duas coisas. A decisão é tua e não tens de a justificar a ninguém. Mas vale a pena informares-te antes — nos primeiros dias quase não há espaço mental para isso.

Começar a amamentar em cinco passos

  1. Contacto pele com pele sem interrupções logo após o nascimento, até à primeira mamada — pede isso mesmo depois de uma cesariana. A cara do teu bebé deve ficar sempre desimpedida.

  2. Dar de mamar a pedido, nos primeiros dias normalmente 8–12 vezes em 24 horas, também de noite. Mamar muitas vezes ajuda a pôr a produção de leite em marcha.

  3. Responder cedo: estalar os lábios, mão à boca e movimentos de procura com a cabeça mostram fome; o choro é um sinal tardio.

  4. Uma boa pega significa: boca bem aberta, queixo encostado à mama, bochechas redondas, e consegues ouvir o bebé a engolir. Se doer para além dos primeiros segundos, interrompe a sucção com o dedo mindinho no canto da boca e volta a pegar.

  5. Mamar durante muito tempo ao fim do dia é normal e não significa que o leite não chegue.

O teu bebé está a receber o suficiente se, a partir do 4.º dia, fizer várias vezes por dia cocó amarelado e, a partir do 5.º dia, pelo menos seis fraldas pesadas e molhadas em 24 horas, e se voltar ao peso de nascimento ao fim de 10 a 14 dias. Perder cerca de 7 % do peso nos primeiros dias é habitual; a partir de cerca de 10 %, alguém deve avaliar. Isto aplica-se exatamente da mesma forma aos bebés alimentados com biberão.

Se for preciso suplementar, a amamentação não está perdida: primeiro dar o teu próprio leite e continuar a pôr o bebé na mama ou a esvaziar a mama. À mão faz-se assim: coloca o polegar e o indicador alguns centímetros atrás do mamilo, fora da aréola, pressiona suavemente, larga, repete ao ritmo e recolhe as gotas com uma colher.

Planeia já apoio em amamentação se foste operada à mama, tens diabetes, esperas gémeos ou tiveste pouco leite com o filho anterior. Não compres uma bomba tira-leite por precaução — se for necessária, o centro de saúde ou a maternidade aconselham-te. Há apoio à amamentação no centro de saúde e na maternidade (em alguns centros de saúde, nos cantinhos da amamentação) e com conselheiras em aleitamento materno (pergunta antes pelos custos); ir ainda na gravidez ajuda-te a ver a pega ao vivo.

Se deres biberão, o leite para lactentes (leite 1) chega para todo o primeiro ano. Dá-se, tal como na amamentação, a pedido: bebé meio sentado no colo, pausas para arrotar, sem forçar a acabar. Também com biberão se cria proximidade — com calma, contacto pele com pele e olhar. A caixa abaixo explica como o preparar em segurança.

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Quem faz o quê?

O que conversarem agora com calma não terão de negociar depois, no meio das fraldas e do choro. Reservem uma noite sem telemóveis:

  • Quem trata de que pontos desta checklist — e quem assegura as compras e a cozinha enquanto tu recuperas?

  • Quem tira a licença parental e quando, e como dividem os dias da licença inicial?

  • Quanta visita vos faz bem — e quem diz que não quando já é demais?

  • O que fazem se um de vocês, ao fim de duas semanas, ainda chorar todos os dias ou não conseguir dormir apesar de ter oportunidade — a quem ligam nessa altura?

Dividir as noites: Para que cada um consiga dormir várias horas seguidas pelo menos uma vez, definam uma passagem fixa a meio da noite. Quem faz a segunda metade vai cedo para a cama, de preferência noutro quarto, para não ouvir a primeira. Se amamentas, o teu parceiro assume tudo no turno dele menos a mama: muda a fralda, leva o bebé até ti, põe a arrotar, volta a deitá-lo. No início, é melhor não substituir as mamadas noturnas por biberões, porque elas ajudam a manter a produção de leite. Se estás sozinha, dorme quando o teu bebé dorme e aceita toda a ajuda que te oferecerem durante o dia.

Combinem uma palavra-chave para «Preciso agora de uma pausa», que valha sem discussão, e aproveitem a troca da manhã para duas frases honestas: quanto dormiste e do que precisas hoje. Os pais também podem passar por uma quebra emocional depois do nascimento.

Quando o choro não para

Às vezes nada resulta, e a culpa não é tua. Vale a pena ter já um plano, sobretudo se passas muitas noites sozinha acordada:

  1. Deita o teu bebé de costas na cama dele — aí está em segurança.

  2. Sai por um momento do quarto e fecha a porta.

  3. Respira fundo, bebe um copo de água e vai ver o teu bebé de poucos em poucos minutos.

  4. Liga a alguém: uma amiga, o SNS 24 (808 24 24 24) ou o SOS Voz Amiga (213 544 545).

E muito claramente: nunca sacudas o teu bebé. Bastam poucos segundos para causar lesões cerebrais para toda a vida ou até a morte. Diz isto também aos avós e babysitters. Se isso acontecer, leva o teu bebé imediatamente ao hospital mais próximo. Se o teu bebé chorar muito durante semanas, fala com o médico de família ou liga para o SNS 24 (808 24 24 24).

Ninguém tem de saber tudo no primeiro dia. Basta que alguém atenda quando ligas.

Os cinco prazos mais importantes

Se só te lembrares de cinco coisas: marca a primeira consulta de gravidez logo após o teste positivo. Pede o abono pré-natal a partir das 13 semanas, se tiveres direito. Registem o bebé em 20 dias e comuniquem a licença parental por escrito até 7 dias após o parto. Peçam o subsídio parental e o abono de família. Monta a cadeira auto até cerca das 36 semanas. Tudo o resto pode esperar.

Perguntas frequentes

O que é preciso tratar antes do parto?

Os pontos mais importantes com prazo são: marcar a primeira consulta de gravidez, idealmente logo após o teste positivo; inscrever-se na maternidade e no curso; decidir quem vai seguir o bebé (médico de família ou pediatra); pedir o abono pré-natal a partir das 13 semanas, se tiverem direito; combinar com a entidade patronal as datas da licença parental; se não são casados, o pai deve estar no registo do nascimento; montar a cadeira auto até cerca das 36 semanas e preparar um local seguro para o bebé dormir.

Que pedidos faço antes e quais faço depois do parto?

Antes do parto: o abono pré-natal (a partir das 13 semanas, consoante o rendimento) e combinar com a entidade patronal as datas da licença parental. Depois do parto: registar o bebé no prazo de 20 dias, muitas vezes ainda na maternidade, e pedir o Cartão de Cidadão; comunicar por escrito a licença parental à entidade patronal até 7 dias após o parto; pedir à Segurança Social o subsídio parental e o abono de família (este nos primeiros 6 meses). Se não são casados e o pai não esteve no registo, a paternidade reconhece-se por perfilhação.

Quando tenho de comunicar a minha licença parental, como mãe?

Em Portugal, a licença parental inicial comunica-se por escrito à entidade patronal até 7 dias após o parto. Se quiseres começar antes, até 30 dias antes da data prevista, avisa com antecedência. Depois do parto, tens 42 dias de licença obrigatória. O mais simples é combinar as datas ainda antes do parto e guardar uma cópia da comunicação.

O que fazer se não tivermos médico de família nem apoio em casa?

Em Portugal, ninguém vem a casa por regra depois do parto: o bebé e tu são seguidos no centro de saúde. Se não tiverem médico de família, perguntem lá como é feito o seguimento. Liguem logo após o nascimento para marcar a primeira consulta do bebé (peso, alimentação, umbigo, icterícia). A tua recuperação é vista na consulta de revisão do puerpério; na amamentação ajudam o centro de saúde, a maternidade e as conselheiras em aleitamento materno. Em alguns centros de saúde, a enfermeira faz uma visita domiciliária nos primeiros dias; com dúvidas, o SNS 24 (808 24 24 24) atende 24 horas por dia.

Podemos dormir com o bebé na mesma cama?

O mais seguro é o teu bebé dormir, durante o primeiro ano, na própria cama, no quarto dos pais, por exemplo num berço acoplado sem folgas à cama dos pais. Se, ainda assim, dormirem juntos: colchão firme, almofadas e mantas longe do bebé, sem espaço junto à parede, bebé sempre de costas. Nunca depois de álcool, drogas ou medicamentos que dão sono, nunca se alguém fuma ou se estás completamente exausta — e nunca no sofá ou no cadeirão, onde o risco é muitas vezes maior.

A partir de que altura se deve comprar as coisas do bebé e fazer a mala da maternidade?

As coisas maiores, como carrinho, cama e cadeira auto, o ideal é começarem a ser tratadas a partir de meio da gravidez, porque pode haver tempos de entrega. Até cerca das 36 semanas, convém que tudo esteja pronto, a cadeira auto montada e a mala da maternidade feita — os bebés também podem nascer várias semanas antes. No início, a roupa necessária é pouca: cinco a sete bodies e babygrows nos tamanhos recém-nascido e 0-1 meses chegam, porque os bebés crescem depressa.

O meu parceiro tem direito a dias livres por causa do parto?

Sim: em Portugal, o pai tem 28 dias obrigatórios de licença parental exclusiva e mais 7 opcionais, que comunica por escrito à entidade patronal. Além disso, podem partilhar a licença parental inicial — com partilha, ela dura mais 30 dias. Se o contrato de trabalho ou coletivo prevê outros dias pagos, perguntem cedo.

Quando é que temos de inscrever o bebé na creche?

Em Portugal, a creche (0–3 anos) e a ama são gratuitas para bebés nascidos desde setembro de 2021. É comum começar a creche aos 4–6 meses, e muitas vezes os avós ajudam. A forma de inscrição depende da creche e da zona: nas zonas mais procuradas, convém tratar disso cedo, ainda durante a gravidez, e inscrever-se em várias creches, com a ama como alternativa.

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