Sono0–24 meses

Bebê tosse à noite: o que ajuda

Na maioria das vezes, é um resfriado.

45 min de leitura

No meio da noite, uma tosse arranca você do sono — às vezes curta e seca, às vezes tão carregada que você se senta na cama para ouvir melhor. Quando o bebê tosse à noite enquanto dorme, na maioria das vezes a causa é um resfriado: deitado, o muco do nariz escorre para a garganta e provoca a tosse. Mais importante do que quantas vezes ele tosse é como ele respira entre uma crise e outra. Por isso, você vai ver primeiro como reconhecer falta de ar, o que ajuda agora e para quem ligar em cada situação; as causas vêm depois, para consulta.

Em resumo

Se faltar ar, ligue já
SAMU 192
À noite, sem demora
UPA 24h
Febre retal < 3 meses
≥ 38,0 °C
Dormir de costas
sem inclinar

Tem menos de 3 meses?

Para os bebês menores de 3 meses (cerca de 13 semanas), algumas regras são mais rigorosas. Aqui está tudo em um só lugar:

  • Qualquer tosse nessa idade precisa de avaliação médica no mesmo dia, mesmo sem febre. Se, à noite, não houver nenhum dos sinais dos níveis 1 e 2, você pode esperar até o horário de atendimento: assim que o consultório do pediatra ou a UBS abrir, entre em contato e informe a idade em semanas. Em fins de semana ou feriados, procure no mesmo dia a UPA 24h ou o pronto-socorro infantil.

  • Primeiro, meça a temperatura no reto. Se estiver a partir de 38,0 °C ou abaixo de 36,5 °C, vá imediatamente, mesmo de madrugada, a um pronto-socorro pediátrico. Se o bebê parecer muito doente, molinho ou acinzentado, ligue para o SAMU (192). Isso também vale logo após a primeira vacina. Não dê remédio para febre antes, a não ser que o pediatra ou a equipe da UBS tenha orientado isso de forma explícita.

  • Temperatura normal não significa “está tudo bem”: se o bebê mama mal, está molinho ou muito diferente do habitual, vale a mesma orientação de quando há febre.

  • Ao contar a respiração, o limite é de 60 respirações por minuto até cerca de 8 semanas; depois disso, 50.

  • VSR e coqueluche nessa idade muitas vezes não aparecem como tosse forte, mas como pausas respiratórias ou dificuldade para mamar.

  • Para beber, só peito ou mamadeira, de preferência com mais frequência — nada de água, nada de chá.

Por que a tosse piora à noite

Tosse não é uma doença, e sim um reflexo de proteção: a cada tossida, o corpo empurra muco e germes para fora das vias respiratórias. Então, a ideia não é “cortar” a tosse, mas ajudar seu bebê a eliminar esse muco com mais facilidade. O fato de ele tossir mais à noite do que de dia costuma ter dois motivos:

  • Deitado, o muco escorre para a garganta. Quando há nariz escorrendo, a secreção vai descendo para trás à noite, até a laringe, e ali desencadeia a tosse.

  • Nos primeiros meses, os bebês respiram principalmente pelo nariz. Se ele entope, o bebê mama e dorme pior; se passa a respirar pela boca, a garganta resseca e isso irrita ainda mais.

Ele tosse só à noite e de dia quase nada? Com nariz entupido, isso é típico. Mas, se a criança tosse à noite repetidamente por semanas, sem estar resfriada, pode haver refluxo por trás, mesmo sem golfos visíveis; em crianças pequenas, também pode ser alergia ou brônquios sensíveis. Nesse caso, vale procurar atendimento em breve.

Por isso, a pergunta mais importante à noite não é “quantas vezes ele tossiu?”, e sim “como ele respira entre uma crise e outra?”. “Calma” não quer dizer silenciosa — com nariz entupido, o bebê pode resfolegar, e os bem novinhos nunca respiram de forma totalmente regular. Calma quer dizer: sem esforço. Três sinais mostram o contrário e pedem ligação imediata para o SAMU (192): a pele afunda ao inspirar entre as costelas ou abaixo delas, os lábios ou a língua ficam azulados ou acinzentados, ou há pausas respiratórias de cerca de 20 segundos ou mais.

Noites tranquilas começam aqui.

Baixe o Moonsleep e encontre o ritmo que combina com seu bebê.

Baixe na App StoreBaixe no Google Play
Teste grátis de 3 dias
App Moonsleep: tela inicial

Como reconhecer falta de ar

Na meia-luz e com o saco de dormir fechado, dá para não perceber os sinais mais importantes de falta de ar no bebê. Tire um minuto para isso:

  1. Acenda uma luz de verdade. Luz de abajur não basta para ver cor da pele e afundamento ao respirar.

  2. Abra o saco de dormir e levante o body, até deixar peito e barriga livres. Seu bebê pode continuar deitado.

  3. Observe peito, barriga e pescoço por um minuto. Ao inspirar, a pele afunda entre as costelas, abaixo do arco das costelas ou na covinha acima do osso do peito? As narinas abrem a cada inspiração? A cabeça balança no ritmo da respiração? Qualquer um desses sinais quer dizer: seu bebê está fazendo força para respirar.

  4. Conte as respirações por um minuto inteiro, enquanto ele estiver calmo ou dormindo — choro e febre aceleram a respiração. Se bater dúvida, conte mais um minuto. A respiração é rápida demais quando chega a 60 por minuto até cerca de 8 semanas (menos de 2 meses), a 50 entre cerca de 8 semanas e 12 meses, e a 40 entre 1 e 5 anos. Se passar disso, procure avaliação médica sem demora; à noite, na UPA 24h ou no pronto-socorro infantil. Se houver mais de 70 respirações por minuto em repouso, ligue imediatamente para o SAMU (192) — o mesmo vale se houver afundamento da pele ao respirar ou gemido. Você terá um parâmetro de comparação se contar uma vez por um minuto enquanto seu bebê dorme saudável.

  5. Cheque a cor no centro do corpo: lábios, língua e mucosa da boca. Mãos e pés frios, azulados ou marmorizados costumam ser inofensivos em bebês pequenos. Em peles escuras, a coloração azulada ou acinzentada aparece melhor na língua, na gengiva e na parte interna dos lábios.

  6. Escute. Ronquinho, resmungo nasal e som “carregado” geralmente vêm do nariz e da garganta e costumam diminuir depois que o bebê tosse ou quando o nariz fica livre. Um assobio ao soltar o ar ou um ruído áspero ao puxar o ar, mesmo em repouso, vem mais fundo das vias respiratórias ou da laringe.

Grunhidos ou gemidos? Muitos bebês saudáveis grunhem e fazem força no sono ou durante a digestão, de vez em quando. Sinal de alerta é um gemido no fim de cada expiração, repetido de modo regular, junto com respiração rápida ou afundamento da pele ao respirar.

Pausas respiratórias: o que é normal e o que não é. Bebês pequenos costumam respirar em “blocos” durante o sono: algumas respirações rápidas, depois uma pausa de 5 a 10 segundos, e então continuam. Isso é normal e geralmente desaparece até o 6.º mês. Emergência é uma pausa de cerca de 20 segundos ou mais — ou uma mais curta em que o bebê fica azul, pálido ou acinzentado, ou parece molinho. Nessa hora, fale com ele em voz alta, toque nele, pegue-o no colo. Se ele não voltar a respirar normalmente de imediato, ligue para o SAMU (192) e coloque o telefone no viva-voz: o médico regulador vai orientar você até a ajuda chegar.

Ele acorda se você tentar despertá-lo? Só vale checar isso se o bebê estiver com aparência ruim. Fale com ele, passe a mão na sola do pé, pegue-o no colo. Se abrir os olhos, olhar para você, reclamar ou procurar o peito, ele desperta bem. “Difícil de acordar” quer dizer: reage muito pouco a isso, continua molinho ou apaga de novo na hora. Aí, ligue para o SAMU (192).

Respiração rápida demais

Até aprox. 8 sem.
≥ 60 por min
Até 12 meses
≥ 50 por min
1 a 5 anos
≥ 40 por min
> 70 em repouso
SAMU 192

Pediatra, UPA 24h ou SAMU 192?

A maioria dos bebês com tosse não precisa de pronto-socorro, e sim de paciência, colo e nariz desentupido. Estes três níveis ajudam você a se situar. Imediatamente quer dizer: ligue agora para o SAMU (192). Sem demora quer dizer: nas próximas horas, mesmo de madrugada. Em breve quer dizer: no mesmo dia útil ou no próximo.

Nível 1 – ligue imediatamente para o SAMU (192) se seu filho…

  • está visivelmente lutando para respirar: pele afundando entre as costelas ou no osso do peito, narinas abrindo, cabeça balançando no ritmo da respiração, gemido a cada expiração,

  • respira mais de 70 vezes por minuto em repouso,

  • faz pausas respiratórias de cerca de 20 segundos ou mais, ou fica azul, pálido ou molinho durante essas pausas,

  • fica com lábios ou língua azulados ou acinzentados,

  • está molinho e quase não acorda,

  • faz um ruído áspero ao inspirar mesmo em repouso, ou baba muito e não consegue mais engolir,

  • tem uma convulsão, chora de forma estridente ou incomumente fraca, ou aparece febre com manchas que não desaparecem quando você pressiona um copo sobre a pele,

  • engasgou e não consegue respirar (veja as orientações no quadro abaixo).

Nível 2 – procure avaliação médica sem demora, de dia com o pediatra ou na UBS e à noite na UPA 24h ou no pronto-socorro infantil, se…

  • seu bebê tiver menos de 3 meses e apresentar 38,0 °C ou mais, ou menos de 36,5 °C, medidos no reto — nesse caso, não espere: vá direto imediatamente a um pronto-socorro pediátrico,

  • ele vomitar verde — também nesse caso, vá direto a um pronto-socorro pediátrico,

  • ele tiver de 3 a 6 meses e 39 °C ou mais, medidos no reto,

  • ele estiver respirando mais rápido do que os valores de referência ou chiando ao soltar o ar,

  • ele estiver mamando ou bebendo só metade a três quartos da quantidade habitual em várias mamadas, ficar 8 horas ou mais com a fralda seca, ou apresentar outros sinais de falta de líquidos,

  • ele tiver crises de tosse e depois ânsia, vômito ou ficar vermelho até arroxeado, ou se alguém perto dele estiver tossindo há mais de duas semanas,

  • aparecer de repente uma tosse tipo “latido” — toda vez,

  • ele começar a tossir forte de repente e puder ter aspirado algum objeto, mesmo que a tosse já tenha passado,

  • você estiver preocupada. Seu pressentimento é um motivo legítimo para ligar.

Nível 3 – marque consulta em breve com o pediatra ou na UBS se…

  • seu bebê tiver menos de 3 meses e estiver tossindo, mesmo sem febre — nesse caso, ainda no mesmo dia,

  • a febre durar mais de três dias,

  • a tosse ou o nariz escorrendo não melhorarem depois de uma semana, ou piorarem,

  • a tosse durar mais de duas semanas sem dias livres de tosse, ou mais de quatro semanas, mesmo ficando mais fraca,

  • depois de alguns dias de resfriado ele voltar a ter febre, chorar mais quando se deita ou ficar puxando a orelha — pode ter surgido uma otite média,

  • ele chiar em toda infecção ou tossir repetidamente à noite sem estar resfriado,

  • ele regurgitar muito e não ganhar peso bem.

Se “em breve” cair em fim de semana ou feriado, para bebês com menos de 3 meses isso quer dizer: atendimento no mesmo dia na UPA 24h ou no pronto-socorro infantil. Para os outros casos, em geral basta o próximo dia útil; se você ficar em dúvida, procure a UPA 24h.

Engasgou e não consegue respirar

  1. Se ele estiver tossindo forte ou chorando alto, incentive-o a continuar tossindo e fique ao lado dele. Não bata nas costas, não enfie o dedo às cegas na boca, não o segure de cabeça para baixo e não o sacuda.

  2. Se a tosse ficar fraca ou sem som, ele ficar azulado ou não conseguir respirar: chame ajuda em voz alta, ligue para o SAMU (192) e coloque o telefone no viva-voz.

  3. Bebê com menos de 1 ano: coloque-o de bruços sobre o seu antebraço, com a cabeça mais baixa do que o peito, e sustente a cabeça pelo maxilar, não pelo pescoço. Dê até 5 pancadas firmes com a base da mão entre as escápulas. Se não funcionar, vire-o de costas, mantendo a cabeça baixa, e faça até 5 compressões firmes com dois dedos na metade inferior do osso do peito. Vá alternando as duas manobras.

  4. Criança a partir de 1 ano: até 5 pancadas entre as escápulas enquanto ela estiver inclinada para a frente, depois até 5 compressões na parte alta do abdômen, alternando.

  5. Se ela perder a consciência, comece a reanimação — o médico regulador do SAMU vai orientar você por telefone.

  6. Depois, sempre procure avaliação médica, mesmo que tudo pareça ter voltado ao normal.

Para prevenir: nozes inteiras ou grosseiramente picadas e amendoins não devem ser oferecidos à criança pelo menos até completar 4 anos; moídos bem finos ou em pasta, sim. Corte uvas e tomatinhos em quatro e guarde peças pequenas fora do alcance. Um curso de “primeiros socorros para crianças”, no qual você pratique as manobras em um boneco, traz mais segurança para momentos assim.

8 passos para a madrugada

Se seu bebê tosse à noite, ajuda seguir uma sequência fixa. Ela dá apoio justamente quando você ainda está meio dormindo.

  1. Olhe com atenção: com luz, saco de dormir aberto e um minuto de observação, como explicamos acima. Se houver algum sinal do nível 1, ligue para o SAMU (192).

  2. Pegue seu bebê no colo. Na posição vertical, apoiado no seu ombro, ele costuma passar melhor por uma crise de tosse. Seu calor e sua voz calma ajudam: um bebê calmo respira melhor do que um bebê chorando.

  3. Meça a febre, sempre nos bebês com menos de 3 meses; nos demais, se ele parecer quente (veja as instruções no quadro abaixo). Abaixo de 3 meses, a temperatura define o nível de urgência, por isso esse passo vem tão cedo.

  4. Desentupa o nariz, com gotas de soro fisiológico e, se necessário, aspirador nasal (passo a passo no quadro abaixo).

  5. Ofereça algo para beber: peito ou mamadeira, de preferência mais vezes e em menor quantidade.

  6. Areje por pouco tempo e depois mantenha cerca de 18 graus. Ar fresco e mais frio pode aliviar uma crise de crupe. Já corrente de ar fria por horas tende a irritar mais os brônquios sensíveis — não é preciso deixar a janela aberta a noite toda.

  7. Coloque-o de volta no berço, de barriga para cima, no saco de dormir, sem travesseiro nem cunha.

  8. Anote rapidamente: horário das crises, temperatura e local da medição, quanto mamou ou bebeu, fraldas molhadas, medicamentos — em um papel ou em um app como o Moonsleep. Grave também uma crise de tosse e um minuto da respiração com o tórax descoberto: no consultório, muitas vezes o bebê já não tosse, e por telefone assim você consegue descrever melhor o que está vendo.

E se seu bebê voltar a dormir tranquilo depois da crise? Então deixe-o dormir. Você não precisa acordá-lo para colocar gotas no nariz. Descansar faz bem para ele agora.

Mamar ou beber com o nariz entupido

Com o nariz entupido, o bebê quase não consegue sugar e respirar ao mesmo tempo. Assim fica mais fácil:

  • Desentupa o nariz logo antes de oferecer o peito.

  • Amamente mais na vertical, por exemplo sentado no seu colo, como um “cavalinho”, ou reclinada, de modo que a cabeça dele fique mais alta do que o bumbum. Assim ele respira com mais liberdade.

  • Prefira mamadas mais curtas e mais frequentes, com pausas. Se seu bebê solta o peito várias vezes, é para respirar — não quer dizer que esteja desmamando. Meio sonolento e com contato pele a pele, muitos bebês mamam mais tranquilos.

  • Se ele estiver mamando fraco, retire leite com a mão ou com bomba para manter a produção e evitar ingurgitamento.

  • Mamadeira: segure seu bebê mais na vertical e a mamadeira mais na horizontal, use um bico de fluxo lento e faça pausas. Nunca apoie a mamadeira sozinha, nem deixe o bebê beber deitado sem supervisão.

Ele está ingerindo o suficiente? Na mamadeira, dá para ver a quantidade: é sinal de alerta se, em várias mamadas, ele conseguir só metade a três quartos do volume habitual. Na amamentação, observe o número e a duração das mamadas, se você ouve ele engolir, se parece satisfeito depois — e observe também as fraldas. Nas primeiras semanas, o normal é 6 a 8 fraldas bem molhadas em 24 horas; depois, em geral 5 a 6; a partir de cerca de 6 meses, 4 a 6. Apenas metade do habitual, uma fralda seca por 8 horas ou mais, boca seca, ausência de lágrimas ao chorar, fontanela afundada ou moleza fora do normal pedem avaliação médica sem demora.

A fralda está molhada? As fraldas modernas absorvem tão bem que, à noite, quase não dá para sentir. Coloque um pedaço de papel-toalha dentro ou compare o peso com uma fralda nova na outra mão.

Precisa acordar para mamar? No primeiro mês de vida, até recuperar o peso de nascimento, seu bebê não deve ficar mais do que cerca de 4 horas sem mamar durante a noite; nesse caso, acorde-o com cuidado e desentupa o nariz antes. Bebês maiores podem dormir, desde que estejam respirando de forma tranquila — ofereça o peito ou a mamadeira quando acordarem.

Se o seu bebê solta o peito toda hora, ele só está respirando — não está desmamando.

Dormir melhor com tosse

Uma noite bem preparada ajuda seu bebê com tosse a dormir melhor e poupa alguns passos de madrugada:

  1. Areje o quarto por pouco tempo. Um higrômetro mostra se a umidade do ar está entre 40 e 60 %.

  2. Desentupa o nariz antes da última mamada. Se houver refluxo, prefira uma mamada menor e mantenha o bebê um tempo na vertical depois.

  3. Saco de dormir em vez de cobertor, sem gorro, e não vista mais roupa do que o habitual, nem mesmo com febre. Toque a nuca: quentinha, mas sem suor.

  4. O berço fica no seu quarto, para você conseguir ouvir seu bebê.

  5. Deixe separado o que vai precisar à noite: termômetro, gotas, lenços, água para você, celular carregado.

Depois da infecção, volte ao ritmo aos poucos: enquanto está doente, seu bebê precisa de mais colo, e tudo bem se adormecer mais vezes no peito ou no braço. Quando estiver bem de novo, vocês podem voltar com delicadeza à rotina de sono de sempre: a mesma sequência, horários parecidos e alguns dias de paciência.

Remédios caseiros e xarope para tosse

Quando o próprio filho está tossindo, dá vontade de fazer alguma coisa. Aqui vai um resumo do que ajuda em bebês e do que pode fazer mal — com uma regra para tudo: nada disso deve ir para dentro do berço.

Ajuda e é seguro: gotas de soro fisiológico, aspiração suave, oferecer o peito ou a mamadeira com frequência, colo e arejar o quarto por pouco tempo. Se o ar estiver muito seco, um pano úmido estendido no quarto pode ajudar. Um umidificador só com névoa fria, fora do alcance da criança, não apontado diretamente para o berço e com o cabo protegido; troque a água todos os dias e limpe o aparelho conforme o fabricante. Umidade acima de 60 % favorece mofo, então nada de roupa molhada no quarto e nunca panos sobre o berço. A partir do 1.º aniversário, ½ colher de chá de mel à noite, antes de escovar os dentes, pode aliviar a vontade de tossir.

É inofensivo, mas sem efeito comprovado

  • Leite materno no nariz: algumas famílias juram que ajuda, mas isso não foi bem estudado em resfriados. Se for usar, que seja leite recém-ordenhado; a escolha testada continua sendo o soro fisiológico.

  • Cebola ao lado da cama: não há prova de que ajude contra a tosse. Se for usar, mantenha fora do alcance, nunca no berço.

  • Inalação com nebulizador e soro fisiológico isotônico em ampolas estéreis: é segura, mas não há efeito claramente comprovado no resfriado. Soluções mais concentradas e aditivos só com orientação médica, sem óleos; limpe e seque o aparelho após cada uso.

  • Chá: abaixo de 6 meses, seu bebê não precisa de nada além de leite. Depois, a bebida de escolha é água; a agência europeia de medicamentos desaconselha chá medicinal de erva-doce (funcho) para menores de 4 anos.

  • Compressas no peito: compressa quente de batata nunca em bebê, por risco de queimadura. Em crianças pequenas, no máximo morna, testada antes na parte interna do seu pulso.

É arriscado — por favor, não faça

  • Nada de mel antes do 1.º aniversário, nem no chá, nem na chupeta, nem em xarope: ele pode causar botulismo infantil, uma paralisia rara, mas com risco de vida, podendo chegar à paralisia respiratória.

  • Nada de xaropes, antitussígenos ou mucolíticos por conta própria, nem os “naturais”. Em crianças, não há comprovação de eficácia para remédios que suprimem a tosse. Preparados com hera não devem ser dados a crianças menores de 2 anos, porque podem piorar a dificuldade respiratória; acetilcisteína é contraindicada na bula para menores de 2 anos, e codeína para menores de 12 anos. Converse com o serviço de saúde antes de qualquer medicamento.

  • Sem óleos essenciais e sem bálsamos para resfriado com mentol, cânfora, eucalipto ou óleo de hortelã-pimenta abaixo dos 3 anos, nem mesmo os “para bebês”, nem na pele, nem como aroma no ambiente: poucas gotas já podem desencadear um espasmo de laringe com falta de ar aguda.

  • Sem vapor quente de bacia ou no banheiro: não há benefício comprovado e há risco de queimadura.

  • Gotas nasais descongestionantes só com orientação, apenas na concentração para lactentes, exatamente na dose certa e nunca por mais tempo do que a bula indica, em geral no máximo 5 a 7 dias. Nunca use o spray de adultos ou de irmãos: uma superdose pode causar em bebês pausas respiratórias, convulsões ou muita sonolência.

  • Nada de AAS para crianças e nada de antibiótico “por desencargo”. Antibióticos não funcionam contra os vírus do resfriado.

Já aconteceu? Se você já passou bálsamo ou óleo, lave a área com água e um pouco de sabão, areje o ambiente e observe seu bebê. Se houver falta de ar, convulsões ou dificuldade para acordá-lo: SAMU (192). Se ele colocou algo na boca ou no nariz, ligue para o Disque-Intoxicação (0800 722 6001), gratuito e 24 horas.

Você não precisa decifrar cada tossida — na dúvida, ligar é sempre a escolha certa.

Tipos de tosse: visão geral

Daqui para frente, falamos das causas, para consulta. Seja seca, com catarro, “latindo” ou com chiado: o som da tosse dá pistas sobre a urgência, mas não substitui um diagnóstico.

  • Tosse com catarro e coriza: mais solta, principalmente à noite e ao deitar, com respiração tranquila entre as crises. Em geral é resfriado. O que fazer agora: desentupir o nariz, oferecer líquidos, observar.

  • Som carregado, ronco, resmungo nasal: se fica mais fraco depois de tossir ou com o nariz livre, o muco está no nariz e na garganta, não no pulmão. Se vier com respiração rápida, afundamento da pele ao respirar ou febre: procure avaliação sem demora. Se o bebê faz um chiadinho ou barulho ao puxar o ar desde as primeiras semanas de vida, pior ao mamar e ao chorar, muitas vezes a causa é uma laringe ainda muito “molinha”, que geralmente amadurece até o 1.º ou 2.º aniversário; comente isso no consultório.

  • Tosse seca irritativa sem sinais de doença: sem nariz escorrendo, sem febre, com bom humor. Muitas vezes, o motivo é ar seco — do tempo seco, do ar-condicionado ou do aquecedor — ou fumaça. O que fazer agora: checar o ar e o ambiente; se durar semanas, procure o pediatra ou a UBS em breve.

  • Tosse “latida”, que lembra uma foca, com voz rouca e ruído áspero ao inspirar (estridor): típico de crupe, geralmente a partir de cerca de 6 meses. O que fazer agora: acalmar e procurar avaliação sem demora; estridor também em repouso: SAMU (192).

  • Chiado agudo ao soltar o ar e respiração mais rápida: muitas vezes as pequenas vias aéreas estão inflamadas, como na bronquiolite ou bronquite obstrutiva. O que fazer agora: avaliação sem demora.

  • Crises de tosse: as tossidas vêm tão seguidas que quase não sobra ar entre elas, o rosto fica vermelho ou arroxeado, no fim aparece uma puxada de ar alta, parecida com um “guincho”, muitas vezes com ânsia ou vômito; entre as crises, a criança parece quase saudável. Típico da coqueluche; em bebês pequenos, em vez do “guincho”, costumam aparecer pausas respiratórias. O que fazer agora: procurar atendimento sem demora; se houver pausas respiratórias ou coloração azulada, SAMU (192).

  • Tosse súbita e forte do nada, especialmente em crianças pequenas enquanto comem ou brincam: pode ter havido aspiração de algo, como um pedaço de noz. O que fazer agora: procurar avaliação sem demora, mesmo que a tosse passe — não é raro melhorar depois de alguns dias, embora o corpo estranho continue lá.

Quanto tempo a tosse dura?

Muitos resfriados na fase de bebê não são sinal de defesa fraca: contra cada um dos muitos vírus respiratórios, seu filho primeiro precisa construir proteção. Até a idade escolar, 8 a 12 infecções respiratórias por ano podem ser normais; com irmãos ou creche, muitas vezes até mais.

Muitas vezes começa com coriza, às vezes com febre leve, e depois vem a tosse: primeiro seca, mais tarde mais solta. A infecção em geral dura uma a duas semanas, mas a tosse costuma demorar mais; até três semanas não é raro. A mucosa precisa de tempo para se recuperar, e os brônquios ainda ficam sensíveis por um período, de modo que ar frio, esforço ou fumaça podem desencadear tosse de novo. O decisivo é a direção: mais solta e menos frequente. Antibióticos não ajudam em resfriado.

Quando procurar o consultório está explicado no nível 3. Para bebês com menos de 3 meses, esses prazos não valem: nessa idade, qualquer tosse precisa de avaliação médica no mesmo dia.

Muitos resfriados não são sinal de imunidade fraca — seu filho ainda está construindo as defesas dele.

Crupe: tosse em “latido”

A primeira crise assusta muita gente. Muitas vezes, durante o dia a criança estava só um pouco resfriada e, de repente, à noite, acorda assim: a tosse parece um latido, a voz está rouca e você escuta um som áspero ao inspirar. O que acontece é um inchaço causado por vírus na laringe e logo abaixo dela. É mais comum entre 6 meses e 3 anos, especialmente no outono e no inverno; na maioria das vezes, passa em cerca de dois dias.

Como ajudar durante uma crise:

  1. Tente ficar calma, na medida do possível. O choro piora a falta de ar; sua voz tranquila é o melhor remédio agora.

  2. Pegue a criança na posição vertical ou sente-a no seu colo.

  3. Deixe ar fresco no rosto dela: na janela aberta, diante da geladeira aberta ou, nos dias frios, por alguns minutos na varanda, bem agasalhada — nunca sem supervisão. Muitas crianças se acalmam assim, mesmo que isso não esteja comprovado com certeza.

  4. Sem vapor quente: não há benefício comprovado e há risco de queimadura.

  5. Se ela se acalmar, ofereça para beber em pequenos goles: para bebês, peito ou mamadeira; para crianças que já comem, água fresca no copo.

  6. Se vocês já tiverem supositório ou xarope de corticoide prescritos, dê como foi combinado. O efeito não é imediato: começa no mínimo depois de cerca de meia hora, muitas vezes só após uma a duas horas. Não dê uma segunda dose sem orientação e, se a falta de ar piorar, ligue para o SAMU (192) mesmo assim. Combine antes com o pediatra o que fazer se o supositório sair logo em seguida.

E depois? Toda tosse súbita em “latido” deve ser avaliada sem demora, à noite na UPA 24h ou no pronto-socorro infantil — mesmo que a criança já tenha se acalmado. Lá será avaliado se pode esperar até de manhã. Observe mais vezes nesta noite e na próxima, porque as crises podem voltar. Se o ruído ao inspirar reaparecer em repouso ou a pele começar a afundar ao inspirar: SAMU (192).

Se a criança estiver babando muito, não conseguir engolir, ficar inclinada para a frente, falar “empastado” e tiver febre alta, mas quase sem tossir, pode haver uma epiglotite por trás. Desde a vacina contra Hib ela é rara, mas continua sendo sempre uma emergência: não olhe a garganta, não a deite, não ofereça nada para beber e ligue imediatamente para o SAMU (192).

VSR no bebê

Os vírus respiratórios sinciciais (VSR) circulam principalmente em uma época do ano, a temporada do VSR. Em lactentes, as infecções por VSR são uma das causas mais frequentes de internação hospitalar. Os bebês nos primeiros 6 meses de vida, os prematuros e as crianças com algumas doenças prévias correm mais risco.

Nos bem pequenos, o vírus pode inflamar os raminhos mais finos das vias respiratórias, causando bronquiolite, uma doença dos dois primeiros anos de vida. Ela começa como um resfriado; depois de um a dois dias, a tosse piora e a respiração acelera. Em geral, os dias 3 a 5 são os mais difíceis; a tosse costuma melhorar em até três semanas. Observe especialmente o afundamento da pele ao respirar, o ritmo da respiração e a quantidade que o bebê bebe; os limites estão nos três níveis acima. Em casa, ajudam nariz livre, refeições menores e mais frequentes, posição vertical enquanto acordado e ambiente sem fumaça.

Como prevenir: autoridades de saúde recomendam, para todos os bebês em sua primeira temporada de VSR, um anticorpo de longa ação, aplicado uma vez na coxa, como nirsevimabe ou clesrovimabe. Quem nasce fora da temporada recebe pouco antes de ela começar. Quem nasce durante a temporada deve receber o mais cedo possível após o nascimento, na alta ou na primeira consulta do bebê. Perdeu o momento? Faça o quanto antes ainda na primeira temporada. Um resfriado leve não é motivo para adiar, e a aplicação pode ser feita na mesma consulta das vacinas de rotina. Para saber se seu bebê já recebeu, confira a Caderneta da Criança; se não souber, pergunte na UBS ou ao pediatra. Crianças com algumas doenças graves específicas também podem receber na segunda temporada. No momento, algumas autoridades de saúde não recomendam vacina contra VSR na gestação; se a mãe ainda assim tiver sido vacinada, em geral um bebê saudável não precisa da profilaxia — a não ser que a vacina tenha sido aplicada menos de duas semanas antes do parto ou que haja fatores de risco.

Até a bronquiolite tem um pico — depois dele, muitas vezes melhora pouco a pouco.

Coqueluche

A coqueluche é causada por bactérias, transmitida por gotículas, muito contagiosa e especialmente perigosa para bebês pequenos. O típico são as crises de tosse descritas acima na visão geral dos tipos de tosse, muitas vezes concentradas à noite; em geral não há febre, e a doença pode se arrastar por muitas semanas. Abaixo dos 6 meses, o risco de evolução grave é mais alto, e os bebês pequenos frequentemente fazem pausas respiratórias em vez do “guincho”, às vezes com coloração azulada.

Adolescentes e adultos costumam ter só uma tosse prolongada, por isso a doença passa despercebida neles — e justamente eles acabam transmitindo para lactentes. Se alguém perto de vocês estiver tossindo há mais de duas semanas ou tiver coqueluche confirmada, fale sem demora com o pediatra ou a UBS, ou, fora do horário, procure a UPA 24h. Depois de um contato, os lactentes e as pessoas da casa muitas vezes recebem antibiótico preventivo, e isso funciona melhor quando é iniciado cedo. A própria doença também é tratada com antibiótico; em geral, a criança só pode voltar para a creche cinco dias após o início de um tratamento antibiótico eficaz, com concordância do pediatra.

Como proteger seu bebê agora

  • Confira na sua Caderneta da Gestante e na caderneta de vacinação se você foi vacinada contra coqueluche nesta gestação; autoridades de saúde recomendam essa vacina em toda gravidez. Se não foi, a mãe deve ser vacinada de preferência nos primeiros dias após o parto.

  • Seu bebê é vacinado aos 2, 4 e 11 meses, e os prematuros recebem ainda uma dose aos 3 meses. Depois da primeira dose, a proteção ainda não está completa.

  • Parceiro, avós e todas as pessoas que cuidam do bebê precisam estar vacinados se a última dose tiver sido há mais de dez anos — o ideal é antes do nascimento; se não, agora.

Tosse sem resfriado

Se seu bebê tosse à noite sem estar resfriado, muitas vezes a causa é engasgo, refluxo, ar seco ou fumaça.

Tosse durante a mamada: muitas vezes é o fluxo do leite. Se seu bebê tosse e se atrapalha principalmente nos primeiros minutos no peito, o leite costuma estar saindo rápido demais. Amamente-o mais na vertical ou com você mais reclinada, retire-o do peito por um momento quando o fluxo vier muito forte e deixe o leite cair em um pano. Na mamadeira, muitas vezes o furo do bico é grande demais.

Se ele engasgar, pegue-o no colo, incline-o um pouco para a frente, deixe-o tossir e depois limpe a boca. Se tosse forte e consegue puxar ar entre as tosses, o reflexo de proteção está funcionando. Se não sai som, não tosse e fica azul: SAMU (192) e as manobras do quadro “Engasgou e não consegue respirar”.

Refluxo. Muitos bebês regurgitam depois de mamar; em geral isso começa antes da 8.ª semana de vida e melhora até o 1.º aniversário. Alguns tossem ou soluçam durante a mamada, mesmo sem golfo visível (“refluxo silencioso”). Ajuda manter o bebê um tempo na vertical durante e depois da mamada, fazê-lo arrotar no meio e oferecer refeições menores. Para dormir, ele continua de barriga para cima e em superfície plana; elevar a cabeceira não ajuda. Espessantes, fórmulas antirrefluxo e bloqueadores de acidez só com orientação médica.

Quando levar isso ao pediatra ou à UBS? Em breve, se seu bebê ganhar pouco peso, chorar e se arquear em toda mamada, se o golfo começar só depois do 6.º mês ou continuar depois do 1.º aniversário — e também se ele tossir ou tiver ânsia em quase todas as mamadas, ficar com som “gorgolejante” depois ou tiver infecções respiratórias repetidas; nesse caso, será avaliado se ele está engolindo corretamente. Sem demora, se houver vômitos em jato, especialmente entre a 2.ª e a 8.ª semana de vida, e se houver sangue no vômito ou nas fezes. Vômito verde: pronto-socorro pediátrico imediatamente.

Ar seco deixa o muco nasal espesso; o ideal é umidade entre 40 e 60 %, e o que ajuda está explicado em “Remédios caseiros e xarope para tosse”. Fumaça piora muito a tosse: crianças de pais que fumam têm mais bronquite obstrutiva, e na bronquiolite aumenta o risco de evolução grave. Fumar na varanda também não protege, porque os resíduos ficam na roupa, no cabelo e nos móveis. Quem fuma deve lavar as mãos depois e trocar a blusa antes de pegar o bebê. Cigarro eletrônico e narguilé também não devem ficar por perto, e incensos, velas perfumadas ou sprays de ambiente irritam ainda mais as vias respiratórias sensíveis.

Se o seu bebê tosse com força e respira entre uma tosse e outra, ele está se protegendo.

Bronquite obstrutiva

Alguns bebês e crianças pequenas chiam ao soltar o ar em quase toda infecção: os brônquios incham e o muco espesso estreita ainda mais a passagem. Isso é comum — 30 a 50 % de todos os lactentes e crianças pequenas têm pelo menos um episódio assim — e a maioria não desenvolve asma. Para você, o importante é: chiado sempre precisa ser avaliado sem demora, e vale contar no consultório se há asma, dermatite atópica ou alergias na família.

Se o pediatra prescrever uma bombinha, crianças pequenas inalam com espaçador e máscara: agite o frasco e encaixe-o no espaçador, coloque a máscara bem ajustada sobre boca e nariz, aplique um jato no espaçador e deixe a criança fazer o número de respirações calmas orientado — muitas vezes 5 a 10. Cada jato seguinte deve ser dado separadamente. Funciona melhor quando a criança está calma ou meio sonolenta; chorando, quase nada do remédio chega aos pulmões. Depois de bombinhas com corticoide, limpe o rosto e ofereça algo para beber. Lave o espaçador cerca de uma vez por semana com água morna e detergente e deixe secar ao ar.

E como você está?

E você? Um bebê tossindo muitas vezes significa várias noites curtas seguidas. Isso desgasta, e de madrugada as preocupações parecem maiores do que de dia.

  • Defina seus limites durante o dia. Anote os sinais de alerta dos três níveis em um papel ao lado da cama ou faça uma captura de tela do quadro “Fique de olho”. Assim, às 3 da manhã, você não precisa ficar remoendo: basta conferir.

  • Deixe tudo pronto: gotas, termômetro, lenços, água, celular carregado, Cartão do SUS ou carteirinha do plano de saúde e a Caderneta da Criança, onde também ficam registradas as vacinas. E, para o próximo resfriado, mantenha em casa doses individuais de soro fisiológico, um termômetro digital e um aspirador nasal.

  • Durma quando seu bebê dormir, também durante o dia. Se vocês são dois cuidadores, dividam a noite: um fica de plantão, o outro dorme — se preciso, em outro quarto.

  • Você não precisa passar por isso sozinha, mesmo sem família por perto. À noite, a UPA 24h está aberta para dúvidas urgentes de saúde. Se você sentir que não dá mais conta, o CVV atende 24 horas, de graça, pelo 188. Durante o dia, converse com o pediatra ou a equipe da UBS, e o CRAS da sua cidade pode indicar apoio e visitas domiciliares para famílias com bebês.

Se você mesma estiver doente: pode continuar amamentando — pelo leite, você não passa o resfriado, e sim anticorpos. Lave as mãos antes de amamentar e trocar fraldas, tussa no cotovelo e, em contato próximo, você pode usar máscara. A orientação de que pessoas doentes devem evitar contato com bebês menores de 6 meses vale para visitas e irmãos, não para amamentar e consolar. Se tiver dúvidas sobre os seus medicamentos, pergunte ao médico ou ao farmacêutico: a pseudoefedrina, por exemplo em alguns remédios combinados para resfriado, pode reduzir a produção de leite; a codeína deve ser evitada totalmente na amamentação. E quem toma um remédio que dá sono não dorme com o bebê na cama nem no sofá.

Se você fica com medo à noite, isso não quer dizer que está exagerando, e sim que está prestando atenção. Uma ligação que termina com “está tudo bem” não é uma ligação perdida — é uma noite mais tranquila.

Noites tranquilas começam aqui.

Baixe o Moonsleep e encontre o ritmo que combina com seu bebê.

Baixe na App StoreBaixe no Google Play
Teste grátis de 3 dias
App Moonsleep: tela inicial

Perguntas frequentes

Por que meu bebê só tosse à noite e quase não tosse durante o dia?

Porque à noite ele está deitado. Quando o nariz escorre, a secreção desce para trás, até a garganta e a laringe, e ali provoca a tosse; de dia, no colo em posição vertical ou brincando, ela escoa com mais facilidade. Além disso, os bebês pequenos respiram principalmente pelo nariz. Se ele entope, eles dormem mais inquietos e tossem mais. Isso é normal em um resfriado e melhora junto com ele. Se, ao contrário, seu filho tossir à noite repetidamente por semanas sem estar resfriado, leve-o ao pediatra ou à UBS. Nesses casos, podem entrar em cena refluxo, mesmo sem golfo visível, brônquios sensíveis ou, em crianças pequenas, alergia. E elevar a cabeça não ajuda: seu bebê continua dormindo de barriga para cima, em superfície plana, e você desentope o nariz antes de colocá-lo para dormir.

Meu bebê pode sufocar com o muco enquanto dorme?

Muitos pais têm esse medo, mas um bebê saudável se protege sozinho: o muco que escorre para a garganta ele engole por reflexo ou tosse para fora, mesmo dormindo. De barriga para cima, os bebês não se engasgam com mais frequência, porque o reflexo de proteção e o formato das vias respiratórias os protegem. Por isso, essa continua sendo a posição certa também com nariz entupido; dormir de lado ou de bruços não é a solução. O que você pode fazer: desentupir o nariz antes de deitá-lo com gotas de soro fisiológico e manter o berço no seu quarto, para conseguir ouvi-lo. Sinal de alerta não é a tosse em si, e sim falta de ar, pausas respiratórias longas ou lábios azulados — nesse caso, ligue para o SAMU (192).

Posso elevar a cabeceira ou deixar meu bebê mais inclinado para dormir?

No primeiro ano de vida, não. Especialistas em pediatria desaconselham claramente elevar a cabeceira ou colocar cunhas, travesseiros e rolinhos de toalha: o bebê pode escorregar para baixo, a cabeça pode cair para a frente ou para o lado, e as vias respiratórias ficam mais estreitas. Isso também não ajuda contra refluxo. E também não há comprovação de que, mais tarde, isso ajude contra a tosse. Até o 2.º aniversário, o melhor é continuar dormindo em saco de dormir e sem travesseiro; pediatras só costumam recomendar um travesseiro pequeno e fino a partir do 3.º ano de vida. O que ajuda de verdade: desentupir o nariz antes de deitar e manter o bebê na vertical no colo enquanto estiver acordado.

Devo acordar meu bebê se ele estiver tossindo dormindo?

Não, desde que ele continue dormindo e respirando tranquilamente entre as crises de tosse. Tossir é um reflexo de proteção que também limpa as vias respiratórias durante o sono. Dê uma olhada rápida, com luz: a respiração está tranquila, lábios e língua estão com a cor de sempre, não há afundamento entre as costelas? Então seu bebê pode continuar dormindo; você também não precisa acordá-lo para pingar gotas no nariz. Só vale checar se ele acorda quando a aparência estiver ruim: fale com ele, passe a mão na sola do pé, pegue-o no colo. Se reagir muito pouco ou parecer molinho, ligue para o SAMU (192). A única exceção é a mamada: no primeiro mês de vida, até recuperar o peso de nascimento, seu bebê não deve ficar mais do que cerca de quatro horas sem mamar durante a noite.

Qual xarope para tosse é adequado para bebês?

Nenhum por conta própria, nem mesmo os fitoterápicos. Em crianças, não há comprovação de eficácia para remédios que suprimem a tosse, mas há efeitos colaterais. Preparados com hera não devem ser dados a menores de 2 anos, porque podem piorar a dificuldade respiratória; mucolíticos com acetilcisteína são contraindicados abaixo dos 2 anos segundo a bula, e codeína abaixo dos 12 anos. Algumas gotinhas “naturais” também contêm álcool. Mesmo que a embalagem diga “a partir de 0 anos”, converse antes com o pediatra. O que ajuda no lugar disso: gotas de soro fisiológico, nariz desentupido, beber com frequência e colo. A partir do 1.º aniversário, ½ colher de chá de mel à noite pode aliviar a vontade de tossir; antes disso, de jeito nenhum, porque o mel pode causar botulismo infantil.

Meu bebê com tosse pode dormir na minha cama?

O lugar mais seguro é no próprio berço, no seu quarto, de barriga para cima e no saco de dormir. Ali você consegue ouvi-lo, e ele não fica sobre um colchão macio, sob cobertas e travesseiros ou entre vocês. Um berço acoplado, firme e sem vão em relação à cama dos pais, também é um espaço de sono próprio. Se você acabar trazendo o bebê para a cama, nunca faça isso depois de álcool, cigarro ou remédios que dão sono, e nunca durmam juntos no sofá ou na poltrona — ali o risco é especialmente alto. Tapetes sensores, meias com medição de pulso ou oxímetros para casa não trazem segurança extra e não são recomendados. Mais importante é o seu olhar quando você vai conferir com a luz acesa.

O nascimento dos dentes pode causar tosse?

Pelo que se sabe hoje: não. Em um estudo observacional de muitos meses, no qual pais anotaram dia a dia os sintomas dos seus bebês, tosse, nariz entupido e febre alta não tiveram relação com a erupção dos dentes. O que costuma ser típico da dentição é babar, mastigar e morder, inquietação, irritação na pele do rosto e temperatura levemente aumentada. Se seu bebê está tossindo, na maioria das vezes a causa é um resfriado. Por isso, nunca atribua sinais de alerta como febre alta, respiração rápida ou fraqueza para mamar “só aos dentes”: procure avaliação médica.

Por quanto tempo meu bebê transmite — e ele pode ir para a creche com tosse?

Resfriados costumam ser mais contagiosos nos primeiros dias; a tosse, porém, pode continuar por semanas, mesmo quando a criança já está bem de novo. Muitas creches adotam uma regra parecida: com coriza leve e tosse, a criança pode ir se estiver sem febre e se beber, comer e brincar como de costume. Com febre, deve ficar em casa até completar pelo menos 24 horas sem febre e sem remédio para febre. Na coqueluche, a ida é proibida; em geral, a criança só pode voltar cinco dias após o início de um antibiótico eficaz, se o pediatra concordar. Na dúvida, siga a orientação do pediatra e as regras da creche. Em casa, vale: lavar as mãos, tossir no cotovelo e proteger bebês menores de 6 meses de visitas com tosse.

Fique de olho

SAMU (192) imediatamente: falta de ar visível com afundamento da pele ao respirar, narinas abrindo ou gemido a cada expiração, mais de 70 respirações por minuto em repouso, pausas respiratórias de cerca de 20 segundos ou mais, lábios ou língua azuis ou cinzas, difícil de acordar, ruído áspero ao inspirar mesmo em repouso, muita baba com dificuldade para engolir, convulsão, sem ar depois de engasgar.

Sem demora, à noite na UPA 24h ou no pronto-socorro infantil: menos de 3 meses com 38,0 °C ou mais, ou menos de 36,5 °C, medidos no reto (vá direto imediatamente ao pronto-socorro pediátrico), de 3 a 6 meses a partir de 39 °C retal, respiração rápida ou com chiado, apenas metade a três quartos da quantidade habitual de leite ou 8 horas com a fralda seca, crises de tosse com ânsia, tosse súbita em “latido”, suspeita de aspiração de objeto, vômito verde (vá direto ao pronto-socorro pediátrico), seu mau pressentimento.

Consulta em breve: qualquer tosse antes dos 3 meses (ainda no mesmo dia), febre por mais de três dias, tosse que não melhora depois de uma semana, dura mais de duas semanas sem dias livres de tosse ou continua por mais de quatro semanas.

Atualizado em: setembro de 2026. Este texto se baseia em recomendações de autoridades de saúde, sociedades pediátricas, da AAP, do NHS e da OMS. Este artigo não substitui avaliação médica.

O Moonsleep oferece orientação, não aconselhamento médico. Ele se baseia em diretrizes clínicas e fontes especializadas, verificadas com a base de referência do Moonsleep.